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“Realmente não é a matéria prima,
nem se nossos bosques tem mais flores, ou nossa vida mais
primores, ou se deitado eternamente em berço esplendido” que
fazem o desenvolvimento de um país em benefício do seu povo. Nem
a pouca vergonha de políticos que legislam em causa própria
recebendo altos salários e régias aposentadorias.
Não é a política de partidos
múltiplos e sem programas, planos e projetos e sem filosofia que
faz a democracia, mas este tipo de política faz, sim, a anarquia
quando os interesses de caciques partidários trocam de posições
e de siglas ao sabor dos interesses imediatos, fazendo aumentar
os excluídos e, pelos votos deles, se elegendo..
A democracia se faz pelo princípio
básico de que cada indivíduo é a célula componente do corpo
social e as células não podem ser sacrificadas, mas devem ser
estimuladas e nutridas para que o corpo sobreviva e seja
saudável, pois células corroídas fazem organismo decadente..
A partir deste princípio cada
indivíduo deve, tem de, necessita de ser bem desenvolvido,
preparado eficientemente para quando, em maturidade, poder
exercer a função de sustentação e aprimoramento do corpo social
a que pertence, beneficiando-se vitalmente e beneficiando o
organismo do qual é uma composição.
Se o mundo todo vivesse deitado
eternamente em berço esplêndido seria o paraíso em que ninguém
teria força contra ninguém e todos, talvez seriam felizes.
No entanto, quando muitos outros
organismos, outros países, acordaram e se fortaleceram, ficar
deitado é se submeter à exploração e ao servilismo.
O maior fator de o país ser
considerado de terceiro mundo ou, com eufemismo, ser chamado de
país emergente, é o fato de nunca ter sido dado o verdadeiro
valor à escolaridade, desvalor a começar pelo desprestígio dos
professores que, com cursos e concursos e pós graduações, etc
recebem menos de dez por cento do ganho de um vereador, este sem
qualificação para a esfera legislativa, acrescentando que, a
continuar, pelas instalações precárias das escolas e as
instalações pomposas das câmaras chamadas legislativas e que na
realidade, seus membros se preocupam com preparar reeleição.
Reportagens da mídia freqüentemente
nos mostram escolas onde faltam cadeiras ou carteiras e em
algumas delas, pela boa vontade de aprender, alunos carregando
cadeiras de suas casas para aulas.
Ainda agora, quando se propala a
melhor condição do PIB Nacional vemos filas enormes de pais, de
mães e parentes de pretendentes a freqüentar escolas, aguardando
sob barracas, o momento de uma matrícula para os seus, ao mesmo
tempo em que ao início das aulas, algumas escolas são levadas a
reformas quando deveriam ser reformadas em períodos das férias,
ao mesmo tempo em que a lei e a política do governo dizem que
lugar de criança é na escola.
Cursos superiores integrados em
forma de universidades, onde deveria imperar a pesquisa, alguns
poucos surgiram antes de 1930 não atingindo a plenitude, mesmo
pela escassez de dirigentes bem qualificados e precariedade de
verbas governamentais.
Ainda agora a imprensa anunciou os
cortes de verbas para as escolas oficiais.
Os impulsos das políticas são para
as escolas particulares dentro do espírito do capitalismo
liberal que valoriza o capital sobre o social e continua a
precariedade na formação para a produção, a escola mais
informando do que formando.
Valorizam-se as câmaras de
vereadores, as assembléias estaduais, os congressistas federais
com super comodidades, diárias, auxílios gasolina, reuniões
extraordinárias, regaladas aposentadorias.
Cada político eleito não precisa de
cursos, diplomas e concursos para ser promovido a legislador
(legislar na ignorância?). Muitas vezes, como agora noticia a
imprensa, parlamentares amarrando as tramitações e aprovações de
projetos básicos para o equilíbrio nacional, exigindo trocas e
vantagens.
No entanto aprovam aceleradamente
os planos ou projetos de interesse pessoal, como se fez o
aumento de ganhos, a quebra da verticalização, etc..
Médico-
Apucarana- Academia de letras Centro Norte do Paraná-
ddaher@net21.com.br
Governador
de RC.Dist-4710- 1995/1996 |