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“Os povos sem honra
costumam perder a liberdade e a independência
mais cedo ou mais tarde. Isto por sua vez
corresponde a uma justiça mais elevada, pois
gerações de vagabundos, sem honra, não merecem
a liberdade.
Aquele que se
faz escravo covarde, sem coragem e dignidade
para ser membro útil da comunidade não ter
sentimento de honra, este cairia muito
rapidamente no desprezo geral.
Quando um povo luta
por sua existência na questão de ser ou não
ser, há de ter o bom senso de criar organismos e
conceituações de justiça, que não seja somente a
justiça de códigos adaptados a interesses
particulares, mas justiça no largo sentido de
equilibrar as ações, protegendo os justos e
condenando os faltosos em quaisquer níveis de
poder ou dinheiro. Mein Kamph”
Os mais radicais,
economistas, poderão acusar a idéia de nazismo,
mas esquecendo a origem do texto, não poderão
negar que quando um povo luta por sua
existência na questão de ser ou não ser há de
ter o bom senso de criar organismos de
conceituação de justiça que não seja somente a
justiça de códigos adaptados a interesses
particulares...
Podemos trazer
estas idéias para o caso da nossa sociedade,
quando sentimos que pela constituição “todos são
iguais perante as leis mas as leis não são
iguais para todos?
Entendemos que numa
organização social, antes de se pensar em
interesses econômicos e capitalistas há de se
pensar na estrutura patriótica de unidade de
pensamentos e sentimentos, aprofundando o
sentimento de nacionalismo com tônica de levar a
população a um sentimento comum de defesas
recíprocas.
Para os patriotas
apenas do capitalismo em termos de apenas lucro
pelo lucro, poderão entender que as suas
organizações de acumulo de capitais não serão
produtivas se os acionistas majoritários não se
unirem e se defenderem para enfrentar as
concorrências mais diversas, donde pelas
desinteligências entre os associados perderão
posição de mercado e ou se desintegrarão.
Quando vemos a
grande preocupação com índices econômicos acima
dos índices de solidariedade e comportamento
moral inclusive na filosofia do amor e da
família, base da estrutura social, sentimos que
há distorção das esferas de comando,
especialmente daqueles considerados eruditos,
nos conduzindo para a desintegração, o crime e a
anarquia, posto que sem confiança nas lideranças
cada um age ao seu modo e nunca serão as forças
de coerção e repressão que ajustarão as
honestidades, pois as honestidades sociais
brotam espontaneamente das honestidades
individuais que nos são proporcionadas pela
escolaridade que alem de informações faz também
a formação.
As honestidade
individuais são também proporcionadas pela
mídia, hoje a maior das escolas, pois apresentam
lições em áudio-visual- emocional, processo de
condicionamento.
O desenvolvimento
econômico que interesse ao povo deverá ser
sempre o produto da conscientização de
nacionalidade, coerência e obediência às leis do
humanismo ou serão desenvolvimentos econômicos
de disputas e lutas de supremacia de exploração
comercial, de capitalistas sem alma da qual o
povo será sempre a vitima e a nação será sempre
a subjugada a outros interesses alienígenas.
Aqui surge um
capítulo grave a ser enfrentado: Como modificar
o processo de eleição que possa conduzir aos
corpos legislativos, judiciários e executivos,
os melhores, mais capazes e mais honrados para
dirigir os destinos da pátria, como previa
|Platão no capítulo da república? Hoje, quando
todas as formas de eleições não selecionam, não
exigem qualificações, e em nome de uma falsa
democracia de liberdades sem responsabilidades,
estimulam toda a fauna de exploradores à busca
das sinecuras?
A revolução ou de
1964 que interferiu nos destinos da pátria para
evitar um estado de insolvência que se
projetava, revolução que, de princípio, poderia
ter o interesse de devolver a política para a
democracia mas, com Costa e Silva resolveu se
perpetuar, a revolução teve tudo nas mãos para
criar novos códigos e nova moralidade, foi
insensível quanto à organização nacional e
entregou o pais para duas gerações acovardadas
sem ter preparado verdadeiras lideranças
nacionais.
A juventude
brasileira está migrando para outros paises,
juventude desencantada com o “deitado
eternamente em berço esplêndido,” sem esperança
de que se levante e lute com dignidade
O presidente Lula
apenas prometeu moralidade e a integração
nacional. Como viverão meus netos?
Academia de Letras Centro Norte do Paraná –
U.B.T. Academia de Letras de Londrina.
Centro de Letras do Paraná. - Sociedade
Brasileira de Médicos Escritores.(SOBRAMES) |