Fahed Daher

A Moral É A Mesma, Apoiar Por Dinheiro Ou Por Cargos

Para o grande capital que tem olho gordo sobre o Brasil, está como o diabo gosta.

Brasil semelha um caminhão com ótimo rodado, pneus cheios e duráveis, motor potente e bem azeitado, ótimo combustível aditivado, falhando no freio e na direção. –     

 Getúlio, pelo bem ou pelo mal agüentou o volante e venceu a estrada.

Juscelino apanhou as condições mais favoráveis e, hábil motorista conduziu o veiculo com maestria, embora muitos solavancos houvesse no caminho.

Depois de Juscelino o veiculo ficou desgovernado com  Jânio Quadros no qual todos depositavam grandes esperanças, mas tendo recebido ventos contrários, inclusive  americanos, tombou, transferindo o comando para um despreparado  Jango Goulart, que pretendeu enfrentar morro acima contrariando poderes internacionais e resultou, em   entregar a  troncudos motoristas, regime militar, mas já o caminhão com a carroceria quase desmontada, para sustentar o veiculo foram gastos, com dívida externa, cento e vinte bilhões de dólares, para os  quais uma comissão parlamentar (para lamentar) de inquérito não divulgou as conclusões.

Diante de tanto tropeço em que os principais motoristas se bateram  sem sucesso, uma luz apontou no horizonte e cresceu como esperança para a solução dos tropeços e encontro dos bons caminhos: Uma estrela lembrando o bolchevismo russo, implantado e vivente em Cuba, .

Um jovem carismático, portando barbas espessas apareceu como líder de criação e sustentação de novos caminhos, com a sigla de PT.

De qualquer forma era e foi a esperança pelo surgimento de uma nova e real liderança para equilibrar os desmando de presidentes aleatórios, eleitos por partidos, mais partidos, do que realmente agremiações políticas, com falta de  filosofias e ideais, fazendo valer a força dos financiamentos e proteções de mídias capitalistas sem visão de nacionalidade.

No regime FHC vários rombos, pneus mal concertados, aconteceram e mal concertados foram disfarçados pela força da habilidade e de possíveis propinas a elementos agregados à margem da estrada pedregosa, empurrando o veiculo.

Ainda sobrou uma esperança. Uma força de oposição com toda a pujança do direito, da justiça, da honestidade, do humanismo e do nacionalismo.

O motorista da barba assume a boléia do caminhão que vem sem freio e volante desencontrado e com a força dos que o empurram aparenta estar em condições de concertar o errado e dar rumo, eliminando os tropeços e encaminhando a marcha com segurança de quem entende da estrada e chegará aos campos mais seguros.

Traz, como co-pilotos, guerrilheiros, sem qualquer treino de vivência em más estradas administrativas, estradas que, de alguma forma, pretenderam desarrumar para alcançar a direção pela força.

Confiando nos co-pilotos o líder da barba passa a viajar pelo mundo, recebendo honrarias de grande motorista (chefe de estado) em cada país que visita, enquanto seus co-pilotos, com seu co-piloto de confiança, Dirceu, manobrando.

Trombada. “E agora José?” Se com FHC  havia a oposição do PT que era uma esperança, embora com a luz de uma estrela vermelha... “ E agora, José?”

Continuam os  partidos, partidos, segmentados, com buracos e corredores para todos os lados como passagem de ratos que permitem mudar de departamentos. De outro lado um partido esperança... “E Agora, José? A luz apagou-se, a fama arruinou-se e a estrada melou...” Hoje estamos numa situação sem situação... O governo abalado e mais, a falta de uma oposição organizada em termos de idéias e filosofia e integridade. Oposição está presente, sim, oposição organizada apenas para acusar e degladiar no meio da estrada, enquanto o caminhão trepida sem destino nos buracos e na lama. A moral á a mesma, apoiar governo a troco de dinheiro ou a troco de gordos cargos.

                 Médico – SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

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