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Outro dia,
discutindo com um senhor advogado, defendendo a obrigatoriedade
do emprego do bafômetro, nas estradas, nas mãos da organização
policial, sob regime disciplinado, o meu interlocutor objetou
violentamente afirmando que ninguém pode ser levado a criar
provas contra si mesmo.
Pois bem!
Respondi. Se alguém vai às autoridades confessar um assassinato,
não poderá se levar em conta sua afirmação e nem se poderá, com
base na confissão, comprovar o crime?
Então é
injusto e não se poderá mais submeter um suspeito a
interrogatórios evidenciando contradições, pois esta forma de
pressão poderá levar o suspeito a evidenciar sua culpa e isto
passou a ser a forma de fazer a criação da própria culpa.
A evidência
de uma culpa que um suspeito crie contra si próprio poderá
prejudicá-lo, mas neste prejuízo do culpado está a defesa de uma
sociedade e não é justo que a proteção do faltoso prejudique o
coletivo, seja material ou moralmente.
Em paises
que vemos como desenvolvidos, não somente no setor econômico,
mas no setor de organização social e respeito às leis e às
autoridades acontece o seguinte:
Quando, na
Alemanha, fui a um restaurante acompanhando minha filha e seu
marido, enquanto eu tomava uma taça de cerveja ele, meu genro,
tomava apenas uma taça de cerveja misturada meio a meio com soda
limonada.
Ao
voltarmos para casa quem assumia o volante do automóvel era
minha filha que não havia bebido nada de bebida alcoólica.
Também, a
disciplina no trânsito, rigorosa e as punições imediatas nos
casos de desrespeito.
Num
restaurante o proprietário estava triste e interrogado informou
que havia tido um problema de seu desrespeito no trânsito com
uma autoridade.
O seu caso
em 10 dias estava no tribunal de justiça e, diante do juiz,
recebia a multa de 400 euros com direito de defesa para provar
sua inocência, inocência que se não provada receberia 02 (dois)
anos de prisão.
Acidentes e
disciplina. Nos nossos trabalhos de Rotary Internacional, temos
um dos programas que é o intercâmbio de jovens que se resume a
enviarmos para outro país um dos nossos jovens onde viverá
durante um ano residindo em casa de rotarianos e, de outros
paises recebemos jovens que permanecem aqui durante um ano,
residindo em nossas casas.
Pois bem.
Disciplina. Quando fui governador do distrito havíamos enviado
uma jovem para intercâmbio na África do Sul. A jovem insistia em
sair à noite imitando a nossa cultura brasileira em que os
jovens, adolescentes, saem de casa depois das 11 horas da noite.
A jovem, no seu descontentamento, recorreu a nós que procuramos
diálogo com a família que a hospedava. Recebemos por resposta,
educada: Nossos jovens não saem após as 20 horas.
Identicamente, por testemunho de jovem que regressou de
intercâmbio na Suécia, durante um ano, alegremente fez o relato
da sua experiência, que achou maravilhosa, e afirmou que nos
hábitos das famílias eles, os jovens adolescentes não saem de
casa após as 20 horas.
Aqui, neste
nosso belo Brasil, a indisciplina é endêmica. No nosso código do
menor e do adolescente está escrito em letras garrafais que o
menor não pode trabalhar, tem de estar na escola. Ai vem a
brincadeira que diz: “Cadê o queijo que estava aqui? O rato
comeu...” Cadê a escola que deveria estar aqui? “Se escafedeu!”
Ou sumiu ou está a quilômetros sem condução.
O conselho
tutelar?... Menores pobres que fazem algum trabalho para ajudar
o lar?... Não podem. Crianças, menores, que trabalham em
telenovelas? Podem.
Na educação
permissiva, pais entregam os carros para os adolescentes, mesmo
sem carteira de motorista, para as folgas das noites em bares e
outros ambientes de bebidas alcoólicas. O poder policial fica de
mãos atadas. Os acidentes acontecem. Os assassinatos acontecem
em número maior do que a média aceitável.
O Conselho
Tutelar, a mim me parece que, como tutelar (Tutela, no direito
civil é o instituto de proteção do menor de idade. Ter tutela é
ter alguém sob a sua dependência). O conselho deveria estar
fiscalizando e impedindo freqüência de menores e adolescentes em
ambientes impróprios, de bebidas e sexualidade indisciplinada e
em horários não condizentes. Teria que estar em ronda permanente
fazendo o papel que cabe aos pais, com as autoridades que as
leis lhe concedem, o que impediria tantos desregramentos e
violências tão freqüentes.
Mas, se o
Conselho Tutelar não tem alcance para tanto, evidencia-se mais
uma falha grosseira do legislativo Federal que cria legislações
impraticáveis, desacreditando o poder que exerce cada
parlamentar que recebe régios salários, subvenções e auxílios
diversos. Milionários
MÉDICO. Apucarana. Paraná, Sociedade Brasileira de
Médicos Escritores.U.B.T.
Academia de Letras Centro Norte do Paraná. Academia de
Letras de Londrina. |