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A história do cinema Norte
Americano nos brindou com filmes maravilhosos, muitos deles
históricos embora na tônica da história tenha havido algumas
fantasias para levantar emoções.
As recentes histórias políticas
nos levaram à lembrança de aspectos da história de Chicago, com
os intocáveis, filme de grandes atividades emocionais, com os
intocáveis a história da máfia, a “Honorata Societá”, também
chamada de “Cosa Nostra”, onde pontificavam imigrantes
italianos, entre eles a figura que se tornou famosa, chamada Al
Capone e com ele o crime organizado.
Al Capone nasceu na Itália em
1889 e faleceu em 1947 nos Estados Unidos
Consta que o serviço de
segurança com a correspondente polícia federal americana,
sempre tão eficiente, e o judiciário, nunca conseguiram provar
qualquer participação de Al Capone em todos os processos de
criminalidade havidos no comando da sua “Cosa Nostra”
Inclusive consta que nunca ele
portou sequer tipo de arma, apenas os seus auxiliares e
seguidores portavam as armas, metralhadoras, as vezes
transportadas em um saco de golfe ou sob as vestimentas.
Consta que as atividades de
gangster comandadas por ele faturava cerca de três e meio
bilhões de dólares por ano e que subornava policiais e juizes
com cerca de duzentos e cinqüenta milhões de dólares anuais.
Nunca houve provas para puni-lo,
pois nunca estava presente nos acontecimentos e nem suspeitas
materiais ficavam nos atos de ilegalidade, nas disputas de
grupos ou domínio de territórios de tráfico de drogas,
prostituição, clandestinidade de bebidas especialmente durante a
promulgada lei seca que proibia o comércio de bebidas
alcoólicas, também no oferecimento compulsório de proteção a
comerciantes e empresários e pessoas de muitas posses.
Este tipo de proteção era uma
forma de extorquir dinheiro sob pena de receberem a agressão da
própria organização e, quando pagavam para não serem agredidos
pelo próprio grupo, eram também defendidos contra a agressão de
outros.
Al Capone oficialmente nunca
sabia de nada e nunca aparecia qualquer comprovação das suas
participações ou comandos.
Conseguia ser recebido nos altos
círculos sociais, relacionava-se bem com as autoridades. Alem
dos subornos concedia belos presentes na forma de gentileza de
boa amizade.
Seus auxiliares que se deixavam
ser suspeitos e sujeitos a investigações maiores por fracasso em
determinadas ações eram imediatamente eliminados, eliminação que
era comandada com ordens para outros subordinados, tal como
fazia Stalin na Rússia, quando recebia no gabinete algum
elemento com o qual não nutria simpatia, à saída deste, chamava
um outro auxiliar de confiança e apenas dava um sinal, sem nada
dizer, para a eliminação do visitante que acabava de sair.
A punição de Al Capone lhe veio
por algum deslize na declaração do imposto federal, o que deu a
oportunidade para o governo puni - lo.
Não é necessário ser letrado
para ser um chefe de máfia.
Nem ser culto ou erudito. Basta
ter a capacidade de penetrar na psicologia dos auxiliares,
conhecer a psicologia do medo para impor a tirania. Conhecer a
gula de cada um para satisfazer suas exigências e, se
aproveitando de todos estes elementos, saber dizer a cada um o
que cada um gosta de ouvir, assim distribuir algumas benesses e
dominar, mantendo o ar de nobreza e de protetor, fazendo-se
ausente e desconhecedor dos acontecimentos comprometedores.
A massa da população gosta de
agrados. A classe média gosta de fantasias. A camarilha gosta
de participar do lucro fácil.
Há boas condições para a máfia
manter o domínio.
Academia de Letras Centro Norte do Paraná.
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