Fahed Daher

As Garras Da Gula - II

 O comentário do senador Álvaro Dias no editorial do jornal “Tribuna do Norte,”de 16-12-06  nos dá a informação de que apenas um por cento da população mundial está  com a posse de quarenta (40) por cento da riqueza mundial enquanto que a metade mais pobre da população detêm apenas um por cento da riqueza mundial.

De qual lado está o Brasil, neste contesto?  Está ao lado dos que ficam com apenas um por cento desta riqueza mundial.

O Brasil, como um todo, sim, mas alguns brasileiros, que não tem preocupação com estoques, controles de balanços, empresa fiscalizada, horário obrigatório de trabalho, cálculo de produtividade, alguns brasileiros detêm  a grande parcela da produtividade  nababescamente, ainda com serviçais que os atendem sem que precisem se preocupar com legislação trabalhista, salários férias e outras preocupações das que, empresários precisam estar atentos.

No regime monárquico o. governo é exercido por um monarca ou rei, em caráter hereditário, com corte dos nobres e áulicos da corte gozando altos privilégios, sendo saudados com reverências e são os distribuidores de  favores pra mostrar humanismo.

Na república o governo é  exercido por pessoas, podendo e ou devendo ser remanejadas ou substituídas por vontade popular, em processos eleitorais, aqui na qualidade de funcionários públicos, não de carreira funcional, mas de carreira  política de conquistar votos.

Nas monarquias os reis tem todas as regalias pois são quase donos do território ou país e as suas majestades se impõe ao mundo como grandeza nacional.

Ai  perguntam os jovens,  questionado: -“Qual o regime ou  forma de governo do Brasil?”

Um sábio universitário assim respondeu:- Considerando o sistema eleitoral, universal, somos uma república. Considerando o sistema de regalias do funcionalismo público eleito somos uma monarquia. Daí  podemos definir a forma de governo brasileiro como uma monarquia republicana, onde os  eleitos (república) legislam em causa própria e mesmo o judiciário legisla em causa própria, eles mesmos estabelecendo seus ganhos, férias, recompensas, graus de produtividade -( monarquia).

Também, como o rei e as cortes tem proteção especial da legislação quando prevaricam. Como não podem ser julgados ou punidos como normalmente acontece com os que são simplesmente eleitores a massa do povo que na monarquia são os escravos, estes do alto escalão vivem no sistema monárquico com os foros privilegiados e as proteções mútuas para os culpados, protegidos pelo corporativismo dos seus pares fazendo  a auto-proteção para culpas futuras.

Também, no regime democrático, a igualdade, o direito à propriedade, as oportunidades iguais são requisitos indispensáveis para a sustentação do regime e o equilíbrio social.

No regime ditatorial as imposições são estabelecidas e o povo tem de cumpri-las sob pena de punições. No regime falido do comunismo a produção pertence ao estado e este distribui as riquezas para o povo. No caso de Brasil em que a produção pelo trabalho independente ou assalariado, os impostos somados passam de cinqüenta por cento do ganho de cada um, (incluindo enganações das loterias), mais as imposições de altos juros bancários (quando a constituição estabeleceu que juros bancários são de um por cento) , faz alguma semelhança com o comunismo?

Claro que temos o direito de ir e vir,  se tivermos dinheiro. Mas, ao mesmo tempo  estamos ameaçados constantemente da  perda do direito de propriedade pelo direito de outros ditos sem terra  ou sem propriedade, de invadirem e se apossarem daquilo que, por lei, nos pertence e, para recuperarmos o que temos por direito constitucional temos de recorrer a custas com advogados e  judiciários?

Assemelha-se a um comunismo liberal? 

Mas, ainda, diante da anarquia em que vivemos, com comissões parlamentares ( ou para lamentarmos) de inquéritos que dispensam  centenas de horas e centenas de dias de investigações ( para encobrir culpas e culpados), com um judiciário que toma  defesas de políticos suspeitos de culpas, dando-lhes hábeas corpus preventivos para que escapem de aprofundamento de investigações e mais julgamentos que para punir parlamentares exigem o plenário completo presente (530 deputados num plenário com apenas 400 cadeiras)  a presidência da câmara  abrindo a votação com apenas metade ou menos da metade dos parlamentares presentes, resultando  absolvição do indiciado por não ter havido metade do total de parlamentares mais um votando pelo castigo

Afinal: Qual o nosso sistema de governo e o nosso regime?

Diante de tais indecisões, com a população de oitenta por cento de analfabetos, com bolsas (manutenção de cabos eleitorais) disto e daquilo, sem promoção humana, regalias infundadas... Quando sairemos do terceiro mundo da pobreza, embora tendo uma classe de super ricos que consomem as verbas de realizações nacionais?

   Médico- Academia de Letras Centro Norte do Paraná. Soc. Bras. De médicos Escritores

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