Fahed Daher

Consciência

        A consciência do EU...A consciência do NÓS... A consciência do COLETIVO... A consciência do NACIONAL...

Consciência pode ser  analisada, pelo  radical e pela desinência COM – acompanhado, estar junto, participar- CIÊNCIA , Conhecimento, sabedoria.

Esta consciência se refere a tomarmos conhecimento de fatos e objetos  do mundo exterior ao nosso íntimo e muitas vezes o mais importante é estarmos  tomando conhecimento do que se passa dentro de nós mesmos, não somente e exatamente dentro do nosso organismo físico, mas do nosso ser anímico, espiritual ou como desejam os mais materialistas, o nosso mundo mental ou mundo dos neurônios.

Novidade? Não. Simplesmente sabedoria milenar, quando lembramos  que Sócrates, cerca de 500 anos antes de Cristo já orientava dizendo: Conhece-te a ti mesmo. Recomenda enfrentar o dragão que há dentro de si e procurar também o ser angelical que pode estar guardando

E seguindo  as máximas  da filosofia grega, Platão, dizem, discípulo de Sócrates nos afirma:

Para se chegar à verdade é preciso duvidar.

Para chegarmos ao conhecimento de nós mesmos muitas vezes precisamos duvidar  da nossa própria lealdade, do nosso amor,  dos nossos propósitos  dos nossos objetivos, na forma que hoje tratamos na psicologia, no que chamamos de meditação ou melhor, da auto análise.

Certa vez, meditando, escrevi  o poema que lhes apresento em parte:

...”Conhece-te a ti mesmo/ assim aos teus amigos será fácil te encontrares/ assim  reunirão melhor os lares, /talvez encontrarás, mais fácil, Deus.”

Nesta consciência do EU, recentemente muito bem estudada no capítulo da neurobiologia da consciência pelo fisiologista português  António Damásio, engloba  a consciência metafísica, como a  percepção do bem e do mal. A consciência moral, com que cada um é capaz e tem coragem de examinar e reconhecer seus atos e a  visão do dever, das obrigações, da honra, do amor.

Bem nos diz o meu amigo, Professor Leonardo Prota:

Não é importante somente saber  como se dá a partida no carro, como se troca a marcha, como se freia... É muito importante saber para que serve o carro, o que queremos dele, o que podemos ou devemos ofertar a ele, que tipo de carro melhor serve aos nossos interesses e necessidades...ou vaidades. Quando frear, porque acelerar, que leis  nos impedem de determinados atos ou nos favorecem na direção e no trânsito das cidades e das estradas.

O argumento carro é pura ilustração. Não estejam os incautos que me lêem  imaginando que  discorrerei sobre as leis do trânsito.

O carro a que me refiro é a sociedade  que  no nosso  pequeno mundo pessoal depende de nós ou  depende de nós quando  passamos a influir no grande mundo social ou nacional

O carro a que me refiro  é a sociedade  que estes bruxos do poder  dirigem, distribuídos entre burocratas, eleitos ou nomeados, além de concursados  e que pela estabilidade podem prevaricar com vantagens e prêmios, bruxos que algumas vezes podemos ser um de nós.

Na nossa vida rotária  nos  cabe analisar e procurar estar com ciência   para  ter  consciência  do  quanto  agimos dentro do espírito do bem e do mal. 

Cabe-nos saber quanto agimos com ciência da filosofia do nosso carro, o Rotary, este que por pequenas ou grandes ações dirigimos. Saber o que  queremos dele, o que ofertamos a ele, para que nos serve,  para que e como o servimos  e o quanto nos é favorável  participarmos ativamente  dentro dos princípios do humanismo.

O ciclo vicioso  de falta de ideologia política e social, a falsa liderança  comunitária  ou governamental tem conduzido cada um apenas à busca “de levar vantagem em tudo” e o que é natural, se todos tiram, se todos buscam vantagens pessoais somente e ninguém  contribui, ninguém acrescenta,  destroi-se o organismo,  seja o físico ou o coletivo.

A decantada máxima “Quem não vive para servir não serve para viver” deixou um defeito: O autor não serviu a contento...

Para grande parcela de políticos e pessoas que usam a “Lei de Gerson,” esta máxima se perverte em  variantes:

“Quem não vive para ser servido não serve para viver.”

Ou mesmo,  “Quem não serve para  Ser Vil, não serve para viver

“Quem não vive para ser velhaco, não serve para viver”

Já meu cunhado Rui Pinto, diante desta máxima, acrescentou gaiatamente: “Quem não vive para servir não serve para ser garçom.”

Maldita consciência do NÓS, sem a visão filosófica ideal  da integração universal e que transforma este NÓS na complicação política  dos caciquismos, dos partidarismos, dos de tribos,  de quadrilhas,  de puxa – sacos,   desatáveis dada a  permanência egocêntrica, paranóicamente  colocada  nas mordomias  o parasitismo feito orquídeas , ajudam a ornamentar o tronco da árvore  de cuja seiva e de cujo sangue se nutrem.

       A consciência rotária, aparentemente organização tribal, tem por filosofia e por proposta  abrir-se para o mundo através do companheirismo, da ação comunitária e da busca do entendimento e da paz universal..

      A criação e o desenvolvimento do Rotary não se dá para reunir especialmente ou somente pessoas do alto mundo financeiro, nem pessoas do alto mundo da moda  e muito menos os colunáveis  e destaques da sociedade narcisista.

      Também não para abrigar  pessoas desprovidas de vivência cultural ou dos que  procuram degraus para subir na escala do comercio ou dos empregos.

     Esta criação e este desenvolvimento se dá para reunir pessoas de profissões diferentes na valorização do intercâmbio dos que  sustentam a sociedade pelo trabalho aprimorado e honesto, através de estimular  o estreitamento de amizades  de pessoas de mesmo nível  vivencial, pessoas que não se encontrariam  e não formariam amizades  não fosse por esta forma.

     O Rotary é composto de pessoas como nós, que aqui estamos, de diversas procedências do pais e do mundo, de cores e  etnias diversas mas cultivando um só ideal que é o  da contribuição com o Brasil através de  procurar melhorar as condições da própria comunidade em que vivemos,  comunidades que são   pequenos órgãos do grande organismo nacional.

    Nunca é demais repetir que para alcançarmos as metas objetivadas  precisamos ser radicais na defesa dos princípios éticos, pois sem a obediência a determinados parâmetros  psicológicos, afetivos e sociais, não é possível  a  existência harmônica   entre rotarianos.

     Recordemos sempre os dez mandamentos  de Moisés.

    Recordemos a prova quádrupla  que muito bem define parâmetros para o nosso comportamento:

    É Verdade?     É justo para todos os interessados?

    Criará boa vontade  e melhores amizades?  Será benéfico para todos os interessados? 

   Esta  ética  corresponde  às exigências da responsabilidade e do respeito que cada um tem  de dar aos companheiros e deles receber .

   Ainda, entre os parâmetros estão:

   A atitude correta no matrimônio;

   A atitude correta na paternidade ou na maternidade;

   Atitude correta no trabalho ou na profissão;

   Atitude correta na política, quer como  mulher ou homem público, quer como cidadão ou cidadã e eleitor  interessado nos destinos sociais e nacionais e  não simplesmente  na cínica atitude  crítica, sem participação  criativa.

  Atitude correta na religião e que não deve ser a do recitativo de fórmulas pré- estabelecidas, papagaiadas, mas  atitude de  estar  COM CIÊNCIA   dos ensinamentos Cristãos.

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