Fahed Daher

Dançando Sobre Os Famintos

Entre o discurso e a realidade a daputada negou a existência do Brasil, tripudiando numa casa de leis que, por simbolismo dignidade e definição moral e jurídica é a câmara dos deputados, casa da filosofia, da espiritualidade, do nacionalismo e das aprovações de comportamentos de elevação da população e da dignidade de um povo que, alem de sentir orgulho pelo chão em que vive, quer sentir que o mundo lhe deve respeito pelo valor e não simplesmente pelas exigências diplomáticas.

A mente comanda o corpo. Os neurônios comandam as ações musculares e nas ações musculares comanda as expressões faciais, tal como os neurônios comandam as ações para a estrutura física.

O que se passa nos neurônios e na mente se estampa na fisionomia e nas expressões do riso, do sorriso, do olhar, nos movimentos da cabeça e nas expressões das mãos.

A zombaria exposta para o mundo, em face da pregação da fome zero, fica a interrogação se esta fome é a do carente, do deficiente, da mãe no fundo do barraco imundo, do tornado miserável á porta do hospital ou a fome da ganância dos milhares de reais à sua disposição em termos de salários, férias, verbas de gabinetes, desobrigação de responder às chamadas e as votações no plenário, aposentadorias que nenhum operário alcança,verbas nababescas de gasolina, de viagens sem ônus, de desrespeito à criança desamparada que acaba recolhida nas febens, verdadeiras cadeias imundas...

A bandeira do Brasil exposta no plenário não se torne apenas um enfeite como as decorações planejadas pelos decoradores das casas dos marajás, mas seja sempre o altar  para o qual, ao penetrar no ambiente do trabalho, cada um se ajoelhe e faça um novo juramento de fidelidade à nação, pedindo perdão para os milhares de jovens que, do Brasil, peregrinam para outros paises por não encontrarem solidariedade e proteção na terra em que nasceram. Juventude agora contrariando aquela que veio dos paises europeus para ajudar a desenvolver a nossa agricultura, as nossas indústrias e fizeram esta nova geração que, nos bastidores do trabalho honesto, ainda sustentam a dignidade pátria.

Não haverá preocupação para o seu futuro, pois sempre haverá a oportunidade de uma reeleição,roubando o voto dos carentes que não acompanham os fatos da política e, mesmo não  se reelegendo, as benesses das aposentadorias lhe garantirão a sobrevivência  nos moldes em que nenhum trabalhador, o que paga os seus salários pelos impostos que lhes são impostos, nenhum operário alcançará, mesmo após quarenta anos de impostos chamados contribuições, aos 60 anos de idade, pois não poderá ser antes na idade, por o terem proibido de trabalhar no código do menor e do adolescente.

“Honra com Fé e Orgulho a terra em que nasceste. Criança, não encontrarás no mundo pais igual a este”- Disse o poeta. Teria acaso previsto o futuro?


Apucarana – Academia de Letras Centro Norte do Paraná.

 

Médico – Apucarana Paraná-  ddaher@net21.com.br

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