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Está demais. A
corrupção parece ser congênita em cada
geração. A escravatura foi uma corrupção moral
trazida pelos portugueses e adotada pelos
descendentes de portugueses então chamados
brasileiros ou Mazombos. Também pelos jesuitas.
Quando da
proibição do tráfico de escravos se fazia a
burla e se anunciava a chegada de novas cargas
de negros soltando as galinhas carijós, no
porto que passou a se chamar o porto das
galinhas.
Quando Dom João
VI abandonou o Brasil e regressou para Portugal,
raspou os cofres brasileiros, mas ainda
pertencente a Portugal e abandonou seu filho Dom
Pedro I , para ser o primeiro rei do Brasil, sem
dinheiro.
Dom Pedro I,
talvez prevendo a sua volta a Portugal, como de
fato voltou, pagou a dívida de duzentos milhões
de Libras Inglesas que Portugal devia para a
Inglaterra, assumindo para o Brasil o
compromisso de trezentos milhões de libras.
Dom Pedro I
resolveu voltar para Portugal e retomar o
governo por uma guerra montada contra seu irmão,
Dom Miguel. Novo empréstimo dos bancos ingleses
de quatrocentos milhões de libras, parte para
pagar juros do empréstimo da chamada
independência. A seguir foi montar um exército
em Portugal.
E assim
prosseguiu a história com uma oligarquia
imperial e um povo abandonado, analfabeto e
despreparado para o trabalho, explorando a raça
negra. Terminou o período do reinado de Dom
Pedro II com uma dívida de setecentos e
quarenta e seis milhões de libras inglesas,
entrando numa república sem preparo para a
mudança de governo e sem participação popular,
criando o descalabro financeiro e a encilhada de
especulações do jogo da bolsa de valores.
Os empréstimos
sempre beneficiaram barões do império e os
cultivadores do café.
Em 1924, a
presidência de Artur Bernardes, governando em
estado de sítio, com perseguições políticas,
provocou a reação de militares que resultou na
Coluna Prestes que desgastou o nome e a
credibilidade do pais.
Artur Bernardes
convocou bancos ingleses para orientar a nossa
economia como a fazer o prenúncio do FMI,
recebendo orientações idênticas às que o FMI
hoje nos impõe.
Também neste
período governamental procurando novos
empréstimos e ainda mantendo a população no
analfabetismo e no despreparo para o trabalho.
Talvez daí a
“venda” das terras” do Norte do Paraná ao
decantado Lord Lowat.
O período de
Jango foi de tumulto e acusações de desvios de
verbas. O período de Jânio foi de isolamento do
presidente e acréscimo de inflação.
A memória do
período da revolução de 64 ficou nos arquivos
que, segundo a determinação legal, ficam
proibidos de serem abertos antes de decorridos
mais 30 ou 40 anos. O que existe nesses
arquivos, de tão grave, que não pode ser
revelado para a história democrática?! Supomos
que aconteceram arbitrariedades que, se não
foram por ordem dos generais, foram por ordem
das famosas “forças ocultas.” Repressões
brutais.
Re - democracia.
Sarney. Tentativa de controle da inflação por
meio de acuar pequenos comerciantes com os
“fiscais do Sarney,” como se a inflação fosse
causada pelo pequeno comércio e não por
arbitrariedades e desmandos governamentais.
Fernando Collor
de Melo. Presidente “saco roxo,” (por torcer e
não simplesmente limpar...), Fugiu da
presidência para evitar ser caçado. Todo
esquema de corrupção com P C Faria, cuja morte
ficou mal elucidada. Collor, levado às barras
dos tribunais da justiça foi absolvido.
Congresso incompetente ou judiciário faltoso?.
FHC – Vendeu o
Brasil a preço de liquidação. Segundo a
imprensa, gastou quarenta milhões (de onde o
dinheiro?) para aprovar a lei da reeleição que
o favoreceu e, ao final do governo conseguiu
paralisar a comissão parlamentar de inquérito da
corrupção no governo...Porque? Medo?
Agora o
“aero-Lula” com mensalões e outras manobras de
armas sem almas...
“E agora, José?
Como é ou como será diante de
tanta descoberta de corrupção na qual, se o
executivo não participa ou, participou ou é
conivente ou é incompetente?.
Médico – Apucarana -Centro de Letras do
Paraná. |