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“Quem parte e reparte e não fica com a melhor
pare ou é burro ou não tem arte.”
Tínhamos medo, em 1964 de que, com Jango Goulart
se estabelecesse o regime comunista bolchevista
no Brasil, em pleno período da guerra fria,
quando estados Unidos e Rússia disputavam a
supremacia política e econômica do mundo.
Kenedy se dizia amigo de Goulart e não se opunha
muito ao nosso presidente mas com a morte do
presidente americano assumiu o vice-presidente
Johnson e deu-se a chamada revolução de 1964,
estabelecendo-se a ditadura militar.
Foi bom? Foi, Em termos. -Pecou? Todo governo
tem algum pecado. O maior pecado foi não ter
criado e legado uma legislação severa,
exatamente democrática com estrutura de
judiciário, legislativos e executivos
enquadrados dentro de códigos de
responsabilidade severa, antes de entregar o
governo aos civis.
Entraram os civis, encontraram um formigueiro
daquele espalhado pelo rastelo e com as formigas
correndo de um lado para outro, desorientadas.
Os mais espertos assumiram o governo. Criando
leis e códigos de pressão democrática contra a
população, com obrigações e tributos diretos e
indiretos, desmontando o esquema previdenciário
ao mesmo tempo em que criaram e criam regalias
para eles mesmos que, como funcionários públicos
acabam se transformando em proprietários com
todas as vantagens de ganhos, mordomias e
impunidades, ao ponto de se tornarem, se não
imunes, ao menos refratários aos códigos de leis
de crimes comuns e crimes hediondos.
Tínhamos medo do comunismo bolchevista, onde o
povo entrega ao governo a maior quota da
produção enquanto o governo, (ou os governantes)
para estruturar o poder de mando e de comando
faz a hipertrofia, faz o aumento do número dos
funcionários que bem remunerados e com regalias
e privilégios ajudam a submeter o povo, não
existindo sobre esta burocracia alguma
fiscalização e as possíveis punições se tornam
brandas, solidificando assim o poder ditatorial.
Foro privilegiado. Membros do escalão do
comando, funcionários públicos transformados em
“empresários políticos”- (E a política se guia
agora pelos caminhos de empresa) já não podem
ser punidos e quando em vias de serem punidos o
corporativismo age desfigurando os fatos,
alongando as decisões e, ao final, se tiver de
haver punição por perda de mandato não há perda
da regalia das aposentadorias e vantagens.
Se acontecer o fato de alguma condenação que
resulte em prisão... Prisão em cela especial (
Como o “ Líder da contravenção” Beira Mar ) ou
como o juiz Nicolau em prisão domiciliar com
segurança do estado e alimentação e manutenção
do estado e outros conhecidos dos mensalinhos e
mensalões.
Comunismo? Analisando a fundo estamos vivendo
num “comunismo democrático”.
Nossa carga de impostos especialmente em nível
de povo, entre os impostos diretos e indiretos,
passa de 60 por cento.
Povo trabalhando para manter o governo, amando a
pátria e dando suor para sentir o orgulho de ser
brasileiro, vendo tristemente seus filhos jovens
fugindo ou com vontade de fugir para outras
terras, quando ainda muitos destes membros do
povo migraram para cá, sonhando com uma pátria
nova e honrada...
Governo, com foro privilegiado e privilégio de
regalias não é obrigado a apresentar relatório
de produtividade, como é obrigado um funcionário
de uma empresa. Regalias de aposentadorias? O
trabalhador que trabalha diuturnamente com
obrigações de cursos, pós-graduações, mestrados,
doutorados, estágios no exterior, etc.,
Envelhecendo sobre os livros e o trabalho,
construindo a sociedade e a Pátria espera a
mísera aposentadoria após os 65 nos, à beira da
morte, enquanto os funcionários públicos,
travestidos de empresários da política se
aposentam após oito anos de promessa de trabalho
e podendo acumular aposentadorias.
Agora, para um comunismo bolchevista só falta a
polícia repressiva.
Os que se apossaram do governo após o regime
militar seguiram o velho dito popular:
“Quem parte e reparte e não fica com a melhor
parte ou é burro ou não tem arte.”
SOCIEDADE BRSILEIRA DE MÉDICOS
ESCRITORES. |