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Divagando sobre
justiça, sem entrar codificação dos termos
jurídicos, procuro saber se o que é justo é a
distribuição para cada um do que lhe compete,
distribuído e acertado equanimente entre as
partes, se é de onde procuramos os parâmetros do
que seja a justiça.
Legal, na realidade, é tudo aquilo que é do
domínio da lei, sendo que a lei é o que está
codificado em termos jurídicos nos labirintos
das constituições, artigos, parágrafos, incisos,
interpretações, jurisprudências, portarias, etc.
Quantas leis existem e com elas jurisprudências
ou instruções contraditórias que são assuntos
para interpretações em analises de especialistas
e l advogados, e dores de cabeça para juizes e
promotores, para um mesmo assunto?
Quantas modificações e acréscimos? Os
comportamentos humanos se baseiam nas “leis
escritas”? As “leis escritas” são mais
conhecidas e mais fortes do que as leis dos
costumes? As leis escritas têm sido sempre
fundamentadas na ética e na moral? Todos os
nossos legisladores são suficientemente
competentes e morais para codificar as leis?
Todos os executores das leis são suficientemente
sábios, competentes, honrados e destemidos para
impor a execução das leis?
Pode acontecer de ser criada lei em causa
própria, do legislador, tal como, estabelecer o
seu próprio ganho e vantagens, como férias,
folgas e outras coisas mais?
Se todos são iguais perante as leis como podem
as leis não serem iguais para todos? Ou é
justiça existirem leis especiais para servidores
públicos eleitos, cujos rendimentos nós pagamos
com nossos impostos, diferentes das leis que
regem os chamados funcionários públicos de
carreira? “Inferiores”? Ou leis que regem ganhos
e vantagens de operários e trabalhadores que não
recebem dos cofres do estado, mas contribuem
para eles com parcelas dos seus salários?
Como pode a lei ser justa e igual para todos se
o servidor público de carreira, o operário, o
trabalhador, o profissional é obrigado a estar
todos os dias no seu posto, sem faltar e o
funcionário público eleito não tem a mesma
obrigação?
Como podem os direitos e vantagens de
aposentadorias dos funcionários públicos de
carreira serem inferiores e muito inferiores aos
direitos e vantagens dos funcionários públicos
eleitos? Alem de serem, as aposentadorias dos
eleitos, muito melhores da que as aposentadorias
provenientes dos segurados pela previdência
social?
Dizem que os eleitos tem maiores regalias por
estarem exclusivamente a serviço da Pátria...Os
militares não? Utilidade por utilidade todos
estamos a serviço da sociedade e da Pátria,
sendo ainda que funcionários públicos de
carreira, trabalhadores e profissionais precisam
de cursos, diplomas e concursos, pós-graduação,
mestrado, doutorado, exames diversos de saúde e
os eleitos são dispensados destas exigências, e
mesmo os nomeados para cargos de ministros e
segundo escalão são dispensados.
Onde a maior responsabilidade? Nos que apenas
obedecem normas, regras e portarias e que a cada
falta devem apresentar justificativa escrita
(como atestado médico) ou aqueles que devem ter
maiores preparos para afirmar o que é justo, os
legisladores, os que transformam o sentido do
justo em códigos de leis que devem ser
rigorosamente obedecidos por todos?
Dizem que todo poder emana do povo e em seu nome
é exercido. Mentira convencional da nossa
civilização.
Se o próprio governo afirma que na nossa
sociedade cinqüenta por cento da população esta
abaixo da linha da miséria, como podem estes
tidos abaixo da linha da miséria, preocupados
apenas com não perecer, e estes são os que
elegem, são o maior potencial de eleitores, como
podem ter competência para delegar poderes, sem
condições de cobrar dos delegados (eleitos) o
comportamento de nobreza do cargo assumido?
Delegados que se preocupam com mensalões e
sanguessugas e apenas voltam aos que delegam
poderes (aos eleitores) apenas em novas épocas
de pedir votos?
Suponho que está na hora premente de revisar
conceitos e definir rumos, pois sem a
mentalização consciente somos uma manada e não
um povo consciente dos seus deveres, deveres
antes de exigir direitos.
Suponho, em resumo, que democracia como a plena
igualdade de direitos não pode ser a verdade,
mas a cada um o direito e a liberdade de acordo
com a sua competência, responsabilidade,
respeito e amor à Pátria, sim.
Fazendo blague: Se a todos é dado o mesmo
direito, se qualquer um pode legislar para
180.000 milhões de pessoas sem preparo para tal,
qualquer um deveria também ter o direito de
exercer a medicina, pela identidade de
competência da falsa democracia.
FAHED DAHER- Médico – Apucarana PR
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