Fahed Daher

Reagir - Confiar -  Agir

Todos nós  temos um plano, um desejo, um sonho  ou uma vontade  de ter ou obter ou  alcançar algo em nossas vidas, seja de caráter pessoal ou de parceria  familiar ou grupal.

Impulsos provocados para a sobrevivência, vivência ou supervivência, impulso provocado pela necessidade, imitação ou mesmo inveja, esta às vezes, disfarçada seja pela observação ao redor ou por impulso dos meios de comunicação, hoje ativos e imensamente persuasivos.

A maioria de nós, no entanto, acomodamos estes anseios ou necessidades e preferimos dividir o tempo entre reclamar da sorte, a busca da recreação, seja das novelas, do futebol que apreciamos ou participamos das “peladas” dos fins de semana, da cerveja na mesa do bar ou da “carninha” na churrasqueira, as”paqueras” nas pequenas conquistas fáceis...

Poucos nos aprofundamos, não nos estudos, mas nos conhecimentos, seja para o trabalho, seja para a cultura, ou para o entendimento da vida e aprimoramento  vivencial , para a vida e mesmo para a morte..

Na verdade o meio de comunicação, a nossa mídia, não nos induz à meditação ou ao aprendizado, mas especialmente ao consumismo e à vida descomprometida.

Tornamo-nos peças da grande engrenagem econômica  e financeira  e se observarmos melhor, nos vemos correndo virtualmente correndo  sentindo que em torno tantos correm como nós, e se perguntarmos porque correr, a resposta é uma: “Todos correm, não posso ficar parado, tenho de correr também.”

- “Correr para onde? À busca do pote de ouro que  esta  na base do arco-íris?”

-“Correndo à busca da felicidade na filosofia humanista de encontrar os ensinamentos que nos foram legados pelo Mestre Jesus?”

Lembro que muitas vezes nos assemelhamos ao personagem que numa viagem de trem, destas somente de ida e nunca de volta, ao invés de aproveitar se deliciando com a paisagem se preocupa em se abaixar para catar as pipocas que caíram no chão do vagão enquanto o trem corre para o seu destino último.

Chamamos a atenção para o valor da escola que pode ser o estabelecimento público ou privado ou a escola do céu aberto, a da vida, e anotem bem... Anotem bem... a escola rotária .

O Rótary  não é entidade recreativa, embora nos alegremos nas nossas reuniões  e alguns sentem no Rotary  a  força de chegar antes das reuniões ou ficar após elas  entre as cervejas e  as conversas  despreocupadas ... Apenas...

É escola onde aprendemos o aprofundamento do companheirismo, da valorização da família  na solidez do casamento e mesmo onde vamos escutar palestras elucidativas ou pronunciar nossos conhecimentos e ou experiências que  engrandecem os que participam.  Somos elite?

Sim. Afirmo sem medo. Mas elite moral, mental,  espiritual.

Há muitos outros na sociedade que apresentam o grau de elevação moral e social em níveis do que pretende o Rótary e os podemos chamar de rotarianos naturais em contrapartida de possíveis integrantes dos quadros de Rótary que são apenas sócios dos clubes, mas não se integraram ainda na filosofia de Paul Harris.

A comunidade espera muito desta união fraterna.

Podemos   ajudar muito mais  o desenvolvimento das nossas comunidades desde que tenhamos a  força para  REAGIR  contra a inércia , o comodismo   e nos integremos à realidade  da força que representamos desde que  aumentemos os conhecimentos  da nossa  entidade e passemos a  ama-la mais  e apenas conhecendo  amaremos mais. É  demasiadamente sabido que  ninguém ama o que não conhece.

A partir da reação que exerceremos em nós mesmos e estimularmos   os que estão à nossa volta,  aceitaremos o DESAFIO  de sairmos de nós mesmos, sem egocentrismo, acreditando firmemente no princípio de que “mais se beneficia quem melhor serve”  .

Ato seguinte, acreditando na grandiosidade rotária e, muito mais, cada um acreditando em si mesmo e no objetivo da ação a ser empreendida, passaremos a AGIR com maior intensidade.

- Governador de Rotary 1995199/96 - Distrito 4710 Apucarana

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