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O Jardim do Éden, biblicamente
descrito na Bíblia, no Gênesis, onde Deus teria formado Adão e
através de um ato médico de anestesista o fez dormir. Em outro
ato médico de cirurgião de tórax ressecou costela ou costelas
de Adão, compondo sua companheira Eva...
Deus, segundo o Gênesis
recomendou ao casal para não comerem do fruto da árvore
existente no seio do paraíso chamado Éden.
Eva desatendendo a determinação
do Criador O desrespeitou e o desrespeito e a irresponsabilidade
são manifestações conscientes ou inconscientes da falta de
amor.Eva induziu a Adão para também comer do fruto proibido, o
que evidenciou, no induzir Adão ao pecado, a falta de amor,
posto que no amor deve existir o respeito, a responsabilidade e
o fazer se aperfeiçoar a pessoa amada.
Adão por duas vezes mostrou a
falta de amor a Deus. Em primeiro lugar não tendo tentado levar
Eva a evitar o pecado da desobediência. Em segundo lugar,
quando Deus perguntou a Adão: - O que fizeste?
Em resposta Adão mostrou a falta
de amor ao não defender a sua companheira, fugindo da
responsabilidade e do respeito e ainda a acusando com a
resposta:
- A culpa é de Eva.
Donde, pela descrição do
Gênesis, ao criar os seres humanos Deus não criou o amor. Apenas
deixou uma semente de espiritualidade com o livre arbítrio para
que cada um cultive, encontre e faça crescer o amor a partir do
amor próprio se expandindo para o amor aos semelhantes.
Deus os expulsou do paraíso
chamado Éden
No nosso mundo real,
organicamente, o Éden persiste O éden pode ser visto como o
útero materno, onde vivemos numa tranqüilidade boiando em um
líquido morno e suave, sem as preocupações da vida, sem a
necessidade da fome ou da sede, longe das agitações e dos
atritos, embalados suavemente, ao ton de uma cadência embalante,
do tum...tum... do coração materno.
A expulsão do nosso Éden é o
momento do parto, a separação, o isolamento, A expulsão do Éden
se dá quando acontece o nascimento, o parto, a expulsão do útero
materno, a separação do meio ideal, morno, flutuante.
Na expulsão do útero, paraíso,
a sensação do abandono e a procura gradativa do reencontro e da
reintegração que exige a busca, o encontro – Ato contínuo pode
resultar a desadaptação, com a depressão e ou desespero ou
quando bem conduzidos afetivamente à tranqüilidade pelo
carinho materno e que conduz à busca da sintonia consigo
mesmo e com a comunidade e o meio e a busca do bem, do bom e do
belo, sementes do amor.
O útero materno, ninho do Éden, berço do nascimento do amor.
Amor que prossegue nos braços maternos acalentando a cria ao
seio, dando-lhe para sugar o leite morno, recebendo o fago da
mãe e continuando a ouvir, recostado ao seio, os sons
maravilhosos da batida do coração que ouvia no útero.
Por outro lado, Antropológicamente,
No caminho evolutivo,
gradativamente desenvolvendo dos primatas, passando pelo
pitecantropus, trazemos os instintos dos animais, apenas ao
final, associados a uma centelha de Divindade.
Instinto da conservação pessoal,
através de buscar o alimento;
Instinto da conservação da
espécie, pelo sexo e a reprodução;
Instinto da agressividade mais
o instinto do medo .
E, como animais gregários;
Instinto do domínio
territorial dominando o círculo de vivência.
Instinto de hierarquia para o
comando do grupo presente.
Associe-se a estes fatores a
capacidade recebida de memória, em graus avançados e, com ela, a
capacidade de
projetar realidades,
imaginárias, resultado das observações e a capacidade de criar,
inicialmente instrumentos e também idear situações codificar
palavras, desenhos, imagens.
Especialmente nos grandes
concentrados humanos e muito mais, nas premidas megalópoles,
especialmente quando dominados dominados os porpressões de
imagens e alusões, de violências e histórias de descomportamento
(hoje tão presentes em cinemas, vídeos, televisões e
noticiários), os instintos sofrem alterações conscientes ou
inconscientes, especialmente nestes concentrados urbanos quando
cada um é mais um e a vida se assemelha à dos animais
confinados..
O instinto da conservação
pessoal cuja tônica é a
alimentação, desenvolvido desde a mais rudimentar forma celular.
Alimentação, absorvendo do ambiente substâncias nutritivas que
dão energia e composições orgânicas e eliminando os resíduos e
que no humano recem- nascido se manifesta pelo ato da sucção ao
ter a boca no mamilo materno, sugando-o naturalmente, sem
qualquer aprendizado.
Este instinto transforma-se
constantemente e, associado com o instinto da hierarquia,
exagerando, transforma-se no pecado da gula, quando as pessoas
ou grupos mais sagazes
conseguem armazenar alimentos
em volumes, para si ou para impor a outros o domínio que vai
ao que seja o acúmulo de posses, transformados agora em
dinheiro, em níveis de capital que hoje se impõe como o capital
liberal, independente dos interesses do grupo, da comunidade
ou da sociedade.
Aqui se dá o maior
desenvolvimento do instinto da agressividade, agressividade
usurpadora.
Em alguns a gula se faz pela
ingestão desordenada e ou incontrolada de alimentos.
Quando poucos acumulam muito,
acontece que para a maior parte da população, o alimento e os
recursos se tornam escassos e se mantém a miséria.
O instinto de conservação da
espécie: manifesta-se
pela imposição vital de manter a espécie, na fisiologia do sexo,
que busca reunir macho e fêmea para a fecundação e a formação,
do novo ser ou no hermafroditismo, quando um ser tem em si a
função masculina e feminina.
Nossa sociedade, de grandes
concentrações humanas, este instinto mais facilmente se altera
para o pecado do erotismo. Erotismo que já não se presta para o
acasalamento, geração, proteção das crias, formação da família,
mas erotismo para satisfação que primitivamente era condenada
com rótulos de libertinagem e perversões sexuais, atualmente
são estimulados pela mídia. Novamente a agressividade se faz
presente já não para a manutenção e proteção da vida, mas
agredindo a base do afeto e da harmonia.
Nos primatas, embora
as expressões fisionômicas mostrem estímulos sexuais, segundo
Desmond Morris, o atrativo sexual está pelo traseiro e a
relação da cópula se faz pelo traseiro, estando a fêmea em
posição inclinada para a frente e a penetração do órgão
masculino se faz, sem o contato frente a frente, sem o
encaramento. A parte feminina passa a ser simplesmente a
receptora da massa germinativa, e isto especialmente quando em
estado de cio.
Entre os animais humanos, os
atrativos sexuais estão especialmente na parte anterior, desde
as expressões fisionômicas, os lábios rubros e que se
intumescem à excitação orgânica, as mamas, em geral
arredondadas e macias ao toque dos afagos preparatórios para o
coito e excitáveis ao toque das mãos ou da boca do parceiro.
A vagina em direção antero
posterior e o clitóris na parte superior da vulva que recebendo
as pressões se intumesce e causa sensações agradáveis e
que ajudam a conduzir para o orgasmo.
O contato face a face aproxima o
estado afetivo e imprime nas compressões a penetração de alma
a alma com as ligações que aprofundam as vivências.
Também neste frente a frente a
fêmea acompanha as formas do macho, nas expressões faciais,
contribui com as carícias do rosto e da boca, com os beijos e
admira e se excita na visão do aspecto físico de
desenvolvimento torácico e observação da ereção peniana
O instinto da agressividade
se manifesta pelo momento de avançar sobre os objetos
importantes para a nutrição ou para a defesa da vida,
tratando-se da violência para a sobrevivência e que provocará
na parte contrária a agressividade também de sobrevivência e
que definimos como ação defensiva ou violência defensiva.
Acontece assim na ameba que engloba a substância
nutritiva(também outros seres vivos) para manter a sua própria
vida
Entre os seres vivos, caçadores,
observamos mais nitidamente estes atos .
O animal, em geral, depois de
abater a caça e se alimentar, diminui a agressividade, fica em
estado de repouso para a digestão ou simplesmente alerta contra
seus predadores. Daí a denominação de “giboiar” que se dá às
pessoas que após a refeição permanecem em repouso e ou entram em
sonolência, lembrando a cobra jibóia que depois de devorar a
presa permanece quase inativa.
Quando este instinto ultrapassa
a necessidade de manutenção da sobrevivência vem a agressividade
predatória, que implica em sacrificar maior número de presas
do que necessita e isto, entre seres humanos, muito próprio na
ação descontrolada da gula, da dominação e da acumulação
exagerada de recursos naturais e bens, germe do capitalismo
liberal, na linguagem atual. Exagero da agressividade,
estimulando desequilíbrios ambientais e causando danos
biológicos, desajustamentos sociais e agressividade que não é
caminho do amor.
Instinto do medo-
Este mecanismo, do medo, entra
na forma de defesa diante das agressões do meio; podemos
afirmar que se une ao instinto de conservação pessoal .
Desde os considerados seres
inferiores encontramos formas de reações de fuga ou de
recolhimento diante das agressões ou ameaça de agressões.
Um dos aspectos desta reação do
medo encontramos nos caracóis e um deles, em experiências de
laboratório, caracol do mar, quando diante de um objeto que o
“agride”, recolhe-se e solta um líquido escuro contra o objeto
ou ser agressor que, em se tratando de predador, o confunde e o
expulsa.
As reações diante do medo podem
aparecer de duas formas : de fuga ou de
agressão.
Exemplo destacado na reação do
gato que quando encontra terreno livre, diante da agressão,
foge, ao passo que quando se sente ameaçado e acuado, salta
sobre o objeto ou pessoa agressora.
Os seres humanos, da mesma
forma, diante de algo realmente agressivo ou aparentemente
agressivo, retraem-se, fogem ou, dependendo da descarga de
adrenalina ou de noradrenalina, agridem o elemento de ameaça ou
aparente ameaça.
Algumas vezes este processo do
medo se desenvolve em função de encontrar agressões imaginárias
e dando por conseqüência reações de retraimento ou de agressões
as mais diversas.
Podemos projetar este fenômeno
nas manifestações emocionais e nos fenômenos do amor em pessoas
que, amando, sentem-se inseguras e incapazes de manifestar
atitudes de “conquista” .
Também na luta pela vida,
pessoas com grande capacidade laborativa que se recolhem por
insegurança cuja base é o medo do fracasso e não conseguem o
êxito que alcançariam se libertando.
Instinto do domínio territorial.
Sempre observado entre os
animais gregários, como as matilhas de lobos, as tribos de
primatas, os bandos de cavalos selvagens, buscando conservar o
espaço de vivência e de defesa dos indivíduos e do grupo, impera
também nos humanos.O grupo sob a influência do líder não
permite a aproximação de quantos possam ser concorrentes ou
ameaçadores e é clássico o caso do lobo que quando acampa com
sua matilha percorre um círculo distante fazendo pequenas
micções para limitar, pelo odor da sua urina, o campo do seu
domínio e indicar que aquele território é seu.
Quando a influência instintiva
do domínio territorial ultrapassa as necessidades do grupo,
especialmente em presença de lideranças excessivamente
dominadoras, conjugando o instinto da conservação pessoal, com o
exagero
do instinto de hierarquia,
transforma-se no domínio de territórios, propriedades e
pessoas, exercendo o poder que algumas vezes chega a poder
absoluto, dos reis e dos reinados e, agora , do capital
liberal ou das empresas que acumulam comando de mercados ou
comando do sangue social, dinheiro, ouro e pedraria, mercado,
matéria prima.
E onde entra o domínio do grande
capital morre a ética, o amor desaparece e o crime se enobrece,
confirmando a observação de Platão quando afirma que grandes
poderes e virtudes não se aliam.
Aos que dominam tanta riqueza, a
preocupação constante e stressante que muitas vezes busca a
serenidade na facilidade de variações no relacionamento genital,
por influência da compra ou do status, o que pode alterar o
fenômeno afetivo e distanciar o amor.
Talvez justamente onde mais se
destacam as separações
repetidas e repetidos acasalamentos (ou casamentos) e, pela
facilidade de tudo conseguir sem esforço, o caminho para o vazio
existencial.
Ainda a agressão no instinto do
domínio territorial, para os que não alcançam posses e ou poder,
ocorre na angústia muitas vezes inconsciente de sentir que não
possui domínio nem na casa financiada que gera altas dívidas, ou
no apartamento (apertamento) que muitas vezes é alugado,
disputando lugares comuns nos corredores dos prédios que não
são de domínio de ninguém, nas ruas onde circula uma população
imensa de pessoas desconhecidas, sentindo-se num deserto entre
tanta gente, nos mercados e repartições, sendo apenas mais um
número anônimo, enfim, “sem lenço e sem documento”, sem poder e
sem “ser gente “.
Ai vem a interrogação: Como cada
estado mental e dinâmico destas condições refletem sobre o
comportamento amoroso?
Algumas vezes, para aliviar as tensões do confinamento,
faz-se a busca do sexo pelo sexo, no orgasmo e que pode aliviar
situações stressantes , quando, depois, não levam ao vazio ou à
decepção.
Ainda, para aliviar tantas
tensões, os grandes parques públicos ecológicos recreativos
deveriam ser abundantes nas grandes concentrações humanas, nas
megalópoles, desprezando a ocupação de áreas para especulações
imobiliárias de interesses de capital financeiro, para prever e
prover o conforto ao menos relativo de cada um.
O instinto da hierarquia
A capacidade
desenvolvida de liderar, ou comandar ou zelar pelo grupo, com
autoridade e que na nossa civilização se perverte no domínio
pela força da persuasão, ou pelo controle das riquezas e ou das
armas .
Esta hierarquia, em pequenos
grupos, em tribos e na sociedade patriarcal se exercia
solidificando o grupo, pela autoridade do mais forte, ou do mais
velho ou do mais “sábio.”
Na desestruturação da grande
família, surgindo a “família nuclear,” fragmenta-se a hierarquia
familiar.
Neste novo tipo de família, a
hierarquia pode ser disputada entre o macho e a fêmea quando
ambos trabalhando adquirem, em separado, independência
financeira e ambos não dispõem de tempo para os cuidados com o
lar e, com menos diálogos, faz-se a tendência para a
fragilização do amor, inclusive sujeitos em alguns casos à
influência dos meios de comunicação com mensagens
indisiplinadoras e de erotismo.
Instinto de hierarquia que
quando não atinge ao comando, no convívio, pode se sublimar na
procura de ser acatado, respeitado, reconhecido e quando tal não
acontece, o anonimato faz o desvalor, a perda da auto-estima e
a tendência para a depressão ou marginalidade, achando muitas
vezes neste outro grupo tribal o valor que estimula.
Para esta valorização pessoal,
há necessidade do desenvolvimento de entidades culturais,
recreativas e ou sociais dos tipos Rotary Club, Lios, Câmara
Junior, Maçonaria, clubes sociais, academias, etc.A formação de
associações e os espaços recreativos podem abrandar tensões de
superpopulação.
Saída do paraíso
Nós, animais dotados de
inteligência privilegiada sobre outros animais, simplesmente
como animais inteligentes, somos perigosos, capazes de devorar
a própria espécie.
Pai! Já nos disse que o
paraíso é o útero materno. Como encontrarmos o paraíso terreno?
Daí partirmos para procurarmos
a quinta essência .
Buscando esta
quinta essência vamos achar aquela centelha de divindade que
recebemos na transformação para seres humanos ou que carregamos
adormecida ao sairmos do Edem:
A espiritualidade .
Entre todos os nossos
impulsos de prediletos do Éden, expulsos e perigrinantes,
carregando a frustração da vida ideal perdida e carregados de
invejas, ódios, inseguranças, sonhos, disputas, pés feridos,
mãos calejadas, pele crestada pelo sol ou corpo encharcado de
lama ou de neve, na espiritualidade vamos e podemos sublimar
nossos desequilíbrios, formando a sociedade equilibrada e
segura.
Nesta
espiritualidade codificamos dois comportamentos sem os quais
ela, a espiritualidade, não se materializa, não se torna
sensível para nossa compreensão terrena:
A ÉTICA E O AMOR
Mas, meu pai! Mas que palavra estranha esta “ética” que os
gregos nos entregaram de herança e tanto se discute em
análises, estudos e contestações e que não é universal, dado
que a dos canibais difere
da ética dos esquimós; há uma própria dos políticos
partidários que difere da ética dos humanistas; a ética das
prostitutas( tal como na adolescência ouvi uma prostituta
dizendo: Eu sou puta mas eu honro a putaria); a ética dos
ladrões, a dos mafiosos, a dos santos...
Dentro da centelha
divina da espiritualidade está incluído o fenômeno ou se não
chamarmos de fenômeno, chamaremos de “o sentimento do amor.”
Também aqui o termo amor, na
linguagem do dia a dia, traz as mais variadas interpretações e
tal como na ética tem se aplicado a cada atividade e ou
interesse, a ponto e haver a declaração do homicida que afirma
ter matado por amor; ou daquele que conduz seu povo para a
guerra afirmando a violência por amor à pátria ou ao estado;
aquele que submete e subjuga amantes ou filhos, afirmando que o
faz por amor dentro
do que a psicologia chama de
sadismo; ou o que
se entrega e se submete dizendo que entrega a liberdade por
querer bem e as vezes sofre e chora pelo amor que
não sabe fazer valer, no fenômeno do
masoquismo;
Ou das frases modernas
que interpretam o amor na simples “transa“ ou na frase mais
corriqueira que a própria mídia propaga, dizendo: “vamos fazer
amor” ou “fizemos amor” ou mesmo o crédito com amor...
Também os movimentos de
pensadores (todos nós somos pensadores) com reivindicações
sociais em defesa do amor livre, sem entender que para a
sublimidade do amor tem de haver a liberdade, com ela a
responsabilidade.
Se pensarmos em codificar e
conscientizar o conceito do amor no sentido que não tenha a
tônica do erotismo (Eros) mas, sim, a tônica do afeto( Cupido) e
a dedicação ao bem, ao belo e ao equilíbrio, pensaremos na
influência da família como organismo educador (Educar= Conduzir)
É bem verdade que à família
cabe grande parcela no processo de praticar e disciplinar o
amor, mas como os adultos, pais, também sofrem a influência
grupal e dos meios de comunicação e mesmo a maioria dos pais, no
trabalho diuturno de onde provem os recursos financeiros para
manutenção da família, tem pouco tempo para a conscientização e
tal prática...
Acredito que determinados órgãos
públicos devem assumir a responsabilidade de reconduzir o
processo de equilíbrio psíquico de cada um e a harmonia social.
Os templos, as televisões, as
rádios, as escolas, os governos, as empresas, entidades que se
promovem pela população, a elas cabe a retribuição para o bem
estar de cada um e da humanidade.
Aqui surge a contestação ao
mesmo tempo cínica e real: Se todos somos influenciados por
comportamentos grupais e se os detentores dos comandos, perdidos
nos mundos do poder e na manutenção do poder pelo poder e do
lucro pelo lucro, como pessoas, recebendo pressões de todos os
lados, como se modificarão para, se modificando nos seus
objetivos, conduzir comportamentos mais equilibrados?
Alguém há de acordar e dar o
grito de rebeldia, e será alguém puro, como na história da roupa
do rei, roupa que não existia e a população instigada pela idéia
de que quem não conseguisse ver a roupa (Inexistente) era
idiota, todos repetiam que era linda, até que numa
apresentação pública, num desfile do rei exibindo o traje
inexistente, uma criança, a pureza, grita e acorda a população:
==Minha nossa! O rei está nu!
São tantas as vezes em que o
vocábulo amor é citado em pregações as mais diversas, mas com
práticas as mais discordantes que, tal como grande parte da
linguagem ética, fica confuso e muitas vezes já não serve com
parâmetro, farol ou guia para comportamentos.
Para as pessoas que desejam se
esclarecer de alguma forma mais prática e objetiva a respeito
do amor, buscando simplesmente definições, permanecem confusas
diante das que se apresentam em enciclopédias.
“Fragmentos do livro Antropologia do amor”
Médico – Apucarana-
Sociedade Brasileira de
Médicos Escritores
Academia de Letras de
Londrina
Academia de Letras José de
Alencar (Curitiba).
Academia de Letras Centro
Norte do Paraná.
Centro de Letras do Paraná
(Curitiba)
Patrono da Academia Virtual
de Letras
Delegado da União Brasileira
de Trovadores
Governador 1995/1996 –
Distrito 4710 R.I |