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Todo poder emana do povo e em seu
nome é exercido.” Assim se determina a democracia e com ela a
valentia moral de defender, peito aberto, os conceitos sociais,
religiosos e políticos pregados durante e conquista de votos,
nas campanhas eleitorais, pois quando alguém se propõe a ser
representante de um povo há de ser por princípios rígidos da
direção e felicidade da comunidade e honra da Pátria, para que
não aconteça como a mãe grega que disse a um seu general:
“Choras como uma criança pela pátria que não pudestes ou não
soubestes defender como um homem.”
“Ao chegar ao templo e se deparar com a quantidade de vendedores
que ali comercializavam mercadorias, Jesus toma de um chicote e
expulsa os comerciantes daquele local sagrado. A atitude de
Jesus, mais que seu impacto agressivo, demonstra o zelo pela
casa do Senhor e também a dor por ver desvirtuada a destinação
do próprio lugar. O Templo deixara de ser o local sagrado das
orações para ser o lugar do comércio conspurcado – e pior – das
explorações.”
O Templo da Pátria é o Templo das Leis de onde emanam as
determinações de felicidade de um povo, povo sofrido e
esperançoso de segurança, saúde, Divindade, resumidos no sentido
de felicidade que desenvolve em cada um o amor e no amor o
patriotismo que assegura a independência e o respeito no
concerto das nações.
Arnold Toymbee, um dos maiores pesquisadores da história da
humanidade, escreve:-“ De vinte e uma notáveis civilizações,
dezenove pereceram, não por conquistas vindas de fora, mas pela
decadência interna.”
Outro historiador, Dr. J.D.Unwin, da Universidade de Cambridge,
dedicado a fazer estudos de dezoito civilizações, abrangendo o
período de quatro mil anos concluiu que uma sociedade ou escolhe
a promiscuidade e se arruína ou escolhe a disciplina e a energia
criadora.
Cada um de nós –pessoas- é um livro, ensinando aos descendentes
o comportamento ideal, seja pelas nossas atitudes, seja pelas
nossas palavras, nossas idéias. A Pátria é obra em construção
permanente. Os dirigentes de hoje ensinam o tipo de trabalho do
amanhã.
O Parlamento, com ele o Senado, é o templo sagrado das leis, as
leis que buscam e que procuram impor a justiça. Os sacerdotes,
estes que prometeram justiça para conquistar votos, não podem
ter a vilania de se esconder, na hora de impor o seu voto em
defesa do que acreditam, ocultando-se na covardia do voto
secreto.
Como o Templo do Senhor é o Templo da Oração, o parlamento é o
Templo das leis é o Templo da Justiça e nele não podem existir
os termos de acordos, mas sim a defesa intransigente do que se
tem como justo para o povo. Não pode haver a troca de favores
contrariando a verdade onde, como nos informa a mídia, estão
mensalões e mensalinhos.
O político há de ser sempre o sacerdote das idéias e aspirações,
um religioso convicto dos ideais do bem de uma comunidade e não
simplesmente o representante de uma região resgatando verbas ou
as mendigando para dizer em campanhas de reeleição: “EU FIZ” e,
se realmente fez, não fez mais do que a própria obrigação, pois
poderia ter feito muito mais realçando o comportamento de
honestidade e bravura, imitando o gesto de Dom Pedro I, tendo
clamando: “Independência ou Morte” – Assim,”ou defendo a
dignidade ou abandono meu posto.”
No conceito geral a prostituição é a atitude depravada daquele
que se entrega a troco de dinheiro ou de fulgor social, quando,
na verdade, a prostituição é a perda da auto- estima a troco de
vantagens materiais.
Nunca o voto secreto, pois, -“ Se tens nas mãos o chicote/ se
tens nas mãos o perdão, / se tens a água no pote, /se tens a
glória do pão...Se dizes ao povo: Vote!/ E ao juiz pedes
razão... /Se tens fé de sacerdote/ e o amor à multidão. / Não te
curves à ganância, /não tenhas a alma servil, /conserva o
orgulho, a elegância/ do herói justo e varonil/ derrotando a
ignorância/ e defendendo o Brasil.”
Médico. Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.
Academia de Letras de Londrina- Governador de R.I Distrito 4710
//-95/96.
Acad. De Letras Centro norte do Paraná.
Centro de Letras do Paraná. |