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É
sabido por todos que a população de idosos, (indivíduos com mais
de 65 anos), está aumentando.
Conseqüência direta de inúmeros fatores, como melhor conhecimento e
controle das doenças infecciosas e circulatórias, desenvolvimento
de métodos diagnósticos, tecnologia terapêutica, a expectativa de
vida para 2020 é de 72 anos, ampliação significativa se
compararmos com início do século passado que era de 33,7 anos. O
crescimento da população idosa no Brasil entre 1980 e 2000
apresentou um aumento global de 56%. Nosso país terá em curto
prazo a sexta maior população de idosos do mundo e atualmente 32
milhões de pessoas têm mais de 60 anos, perfazendo mais de 15% do
total da população. Esses dados, longe de nos encher de alegria,
nos trazem imensa preocupação! Estamos absolutamente despreparados
para este crescimento. A sociedade como um todo e o governo,
principalmente. Por que? Sabe-se hoje que 15 milhões de pessoas
morrem anualmente no mundo por doenças cardiovasculares, sendo que
no Brasil este número é de 350 mil/ano. Dentre as doenças
cardiovasculares, a doença coronariana é a mais incidente (40% dos
óbitos) na população acima de 60 anos.
Com
a carência crônicas de leitos hospitalares, aliada às
dificuldades econômicas para aquisição de medicamentos e o alto
custo dos
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planos
de saúde, a perspectiva para esta faixa da população é sombria,
a menos que façamos uma grande revolução em favos dos idosos.
Os
investimentos em cuidados com a saúde e pesquisa médica na 3a
idade são ainda insignificantes, quando comparados com outros países
como o Canadá, França e EUA. Investe-se hoje mais na infância,
mas não podemos dos esquecer que, se na década de 80 os idosos
ocupavam 1/3 dos leitos hospitalares, nesta década que se inicia
pressupõe-se que a ocupação atinja 60% ou mais. Temos que
discutir este assunto de forma vigorosa, mobilizar a sociedade em
torno do idoso e cobrar de nossos políticos uma ação pronta e
eficaz. A questão social do idoso, face à sua dimensão, exige uma
política ampla e expressiva que suprima ou amenize a cruel
realidade que espera aqueles que conseguem viver até idades mais
avançadas. Após tantos esforços realizados para prolongar a vida
humana, seria lamentável não se oferecer condições adequadas
para vivê-la.
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