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O consumo de bebidas alcoólicas faz parte da história da humanidade, porém o ser humano pouco esclarecido sobre a necessidade de saber dosar a quantidade de bebida tem no alcoolismo uma das mais importantes causas de mortalidade e desestruturação familiar. Portanto todo consumo exagerado deve ser evitado, porém o consumo moderado e educado de certas bebidas alcoólicas como o vinho, além de proporcionar grande prazer pode ser extremamente benéfico à saúde. Como testemunho do benefício que o vinho traz à sociedade cabe a constatação de que as menores taxas de alcoolismo, em diversos países, se encontram nas regiões produtoras de vinho. O vinho sempre teve um prestígio lnigualável em relação às demais bebidas graças às suas características de alimento e às qualidades gustativas que o fazem estar socialmente presente em refeições familiares. Atualmente o profundo conhecimento da composição do vinho e sua influência benéfica na saúde humana tem dado uma nova dimensão ao consumo de bebidas alcoólicas. Com base em trabalhos científicos avalizados pela O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) o bom vinho é citado em medicina preventiva através de suas inúmeras e evidentes propriedades quando consumido com moderação.
Entre as principais ações
benéficas podem ser citadas as seguintes: - Ação bactericida e provável antiviral - Os taninos, provenientes da casca da uva, que são concentrados através dos polifenóis do vinho, impedem a destruição dos linfócitos preservando o sistema imunológico. - Facilidade de digestão - Favorável às funções digestivas, aumentando o apetite graças a maior disponibilidade de triptofano - Retardador do envelhecimento celular e orgânico - Os radicais livres das procianidinas do vinho contém substâncias que retardam o envelhecimento celular e orgânico. O consumidor considerado como moderado, e que consegue obter os benefícios do vinho, é aquele que consome até 4,5 taças de vinho por dia, para os homens, e 2,3 taças para as mulheres. A variação das doses entre os sexos é devida a diferença de capacidade enzimática de metabolizar o álcool. Estas quantidades são muito maiores do que o consumo médio de vários países e principalmente do Brasil que atualmente consome menos de 2 litros/pessoa/ano. Portanto, no Brasil ainda estamos muito longe do consumo moderado que confirmadamente tanto benefício traz à saúde humana. O tema vinho e o coração não pode ser abordado de maneira simplista. Há fortes evidências de que a ingestão moderada de vinho tinto reduz a incidência de complicações cardiovasculares. Na importante revista científica “Circulation” de setembro de 2002 foi publicado um artigo sob o impacto clínico do consumo moderado de vinho após o infarto do miocárdio em 437 pacientes. O volume médio de álcool bebido correspondem a 7,6% da quantidade de calorias que os pacientes ingeriram. O etanol do vinho representou 92% dessa ingestão. Durante os quatro anos de segmento ocorreram 104 complicações cardiovasculares nos pacientes. Em comparação com os abstêmios nos pacientes em que o etanol correspondem a 7,7% do total de calorias ingeridas, (duas taças por dia), o risco de apresentar complicações cardiovasculares reduziu 59%, (I.C. 95% de 17 a 80), e 52%, (I.C. de 4 a 76), naquelas que a ingestão alcoólica correspondem a 16% do total de calorias ingeridas, cerca de 4 taças por dia. São necessários, contudo, novos estudos para examinar com precisão se esses resultados são devidos ao álcool (etanol) ou a outros ingredientes do vinho. O nosso objetivo não é o de incentivar os abstêmios a beber, mas tão somente confirmar aos consumidores moderados, os benefícios trazidos por uma ou duas taças diárias de um bom vinho.
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