Poemas

Gabriel Ribeiro

Catarse

Por um sonho derradeiro onde vociferam maus duendes

Arautos brancaleônicos ocultos em metáforas não - sutis

Moinhos cervânticos rosnam vitoriosos e nada se pretende

Tombam, mutilados na essência, pensamentos  pueris.

 

Vão, ideais labirínticos, enredar-se  de pureza em sua teia

Encontrar, faminto, enfurecido,   sentimento Minotauro

Ou esconder-se, como Jonas, nas vísceras da baleia

Ou esmagar-se com Spielberg sob as patas de tiranossauros.

 

Fecunda, ódio maldito, em fermento insano

Borbulha hidrófoba alma ensandecida

Purga, depura, regorgita e excreta o gen profano

 

Vestais, salamandras, iaras e ondinas enternecidas

Elementais purificadoras consagradas pelo animal humano

Levam, lavem, tornem leve o coração e alma tão sofridas.

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