Poemas
Henrique Martins de Freitas

Madrugada
17/03/2000

uma porta fechada
um caminho cruzado
um silêncio na sala
uma angústia brotando

 

não me chama o fone
não ouço meus amigos
entre quatro paredes
o cafezinho à mesa

 

oh como dói estar sozinho
rumo ao precipício num vagão
ser consumido pela serpente
expelida d,alma ao coração

 

por favor, não me engula
sombria noite de necrópole
salva-me, ó sol resplendente
mata essa treva ardilosa!

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