VALSA PARA VÂNIA

 

Música de Nestor Kirjner e Nélson Carega

Letra de Nestor Kirjner

 

O verso adora Vânia como entidade,

 enquanto ela gravita, estrela, sobre esta cidade.

 Vânia traz a poesia, e a noite se ilumina,

 e entrega-se ao labor que exige sua sina.

 

Sina de pedir um verso e provocar alentos,

 e de conduzir poetas ao nascer dos sentimentos.

 De fazer que livros nasçam,

 sublimando sonho e sedução,

 frases novas no seu tempo,

 mas que já existem em nossa emoção.

 

Na rotina da poesia, gera-se o poema, e então

Vânia reinventa a vida e o triste poeta leva pela mão.

 Nós, como espectadores, recolhemos flores,

 esquecendo a dor,

 e logo sagraremos cantos da euforia louca

 que nos traz o amor.

 

Vânia ama o verso como entidade

 e transpõe nosso poema em busca da verdade.

 E a verdade está na paz,

 no amor, nos sentimentos bons,

 e na ilusão soberba que o carinho traz a todo coração.

 

Feita a poesia, Vânia se retira! Por breves instantes, ela se recolhe.

Mas tudo recomeçará, e a vida se eternizará!

Sempre, e como antes, a poesia é vida, e sobreviverá...

Cadeira número 14 da ALB-Seccional BSA

Nestor Kirjner

07 de dezembro de 2010