INTRODUÇÃO

          Um trabalho sobre a saúde física e mental do servidor não ficaria completo sem que se fizesse uma abordagem sobre a doença do século, as drogas. O objetivo, pois, deste capítulo é apresentar uma abordagem sobre o uso de drogas, por ser considerado como mais uma das doenças. Está assim estruturado: um glossário de termos específicos; introdução; prováveis origens de seu uso; definições para fins não-médicos sobre este uso; dados específicos das drogas mais comuns; os aspectos da dependência, tolerância, abstinência e a prevenção como o mais eficaz instrumento de combate ao uso de drogas.

          O uso de drogas é um problema social bastante complexo e o seu enfrentamento implica num grande desafio, na medida em que deve envolver a pessoa, sua família, o ambiente de trabalho e a comunidade. É sabido que há uma predominância do uso de bebidas alcoólicas entre os servidores, sobre os demais tipos de drogas. Contudo, a partir de 1988, em razão da determinação constitucional de que o ingresso no setor público somente ocorrerá mediante concurso público, um grande contingente de jovens vem tendo acesso aos cargos públicos. É mais precisamente a estes servidores que estas reflexões se destinam.

          Precisa-se ter em mente que prevenir “drogas”, significa antes de tudo, repensar as relações com o desenvolvimento intelectual e afetivo das pessoas para fazerem opções próprias e conscientes, com vistas a superarem, sem grandes danos, as contestações e inseguranças, 

          O desafio é propiciar condições para que as pessoas digam conscientemente não às drogas, por suas próprias razões, e não por razões emprestadas dos outros.

          É preciso também, que a comunidade, além do ambiente de trabalho, estejam envolvidos na prevenção contra o uso de drogas.

          Não se pode limitar a esclarecer os efeitos das drogas. Mais do que isso, é preciso ajudar a tomar decisões, a enfrentar alternativas, a reconhecer os valores humanos fundamentais, a sentir segurança suficiente para resistir a pressão do ambiente e a ter suficiente discernimento e senso crítico para não se deixar enfeitiçar pela magia estonteante da mídia. É imprescindível para o sucesso de um programa de prevenção do uso de drogas a participação de toda organização, desde a mais alta chefia ao mais humilde servidor na escala hierárquica.

          Hoje, os países do 1o mundo e os outros estão investindo na prevenção como solução para evitar problemas a proliferação do uso das drogas.

          E quando se diz prevenção há que se englobar nessa profilaxia não só as doenças físicas e psicológicas, como também uma barreira para as drogas.

          No mundo atual pode-se dizer que as drogas tomaram conta do nosso universo de uma maneira perigosa, não só para aqueles que a ingerem, mas também para toda a população que assiste perplexa e amedrontada ao caos impressionante de dor, desespero e violência que esse vício proporciona.

          Nessa categoria de drogas não se inclui, apenas aquelas que por si só são consideradas como tais, mas drogas são também muitas vezes remédios de uso terapêutico que hoje, ou por sua quantidade, ou pela mistura com outras substâncias os consumidores conseguem fazê-la perigosa.

          Essa prevenção deverá ser iniciada em casa e complementada no ambiente de trabalho, numa grande integração entre estes segmentos.

          Tudo isso pode ser trabalhado num programa de prevenção onde se inclua a utilização de dinâmicas, teatros, dramatizações, palestras, conversas informais seguidas de debate, textos e etc.

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