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Amo A Transparência Amo a transparência A lucidez das formas A visibilidade dos conteúdos
Amo o Mar O pôr-do-sol, Reflectido nas águas cristalinas
Amo o vento Que espalha as areias, Pelas praias desertas
Amo a Vida Perdida, Em todos os rumos Procurada, Em todas as veias Ainda não dilaceradas…
Amo os Amores Os meus, Que vão e vêm Os dos outros, Que estão aí E alimentam a roda do mundo
Amo a criação “Des-veladora” do Ser de cada ente Que ganha forma Num Mundo Jamais feito à nossa medida…
Num Mundo Castrador dos pensamentos Livres e abertos, Intolerante perante os actos mais arrojados Diferentes In-habituias…
Num Mundo que não comporta a excentricidade Nem a identidade Nem a alteridade Nem nada… Para além do imposto Do instituído Do convencionado… Isabel Rosete 18/10/07 09/12/07 |