Maria Isabel Rosete

O Amor I

IEstá na essência

De um destino

Traçado por encontros

E desencontros…

 

Move-se

Na corda bamba

Do equilibrista…

 

Tão frágil

Como as asas dos anjos…

 

Tão forte

Como as montanhas rochosas…

 

Tão intenso

Como as tempestades…

 

O Amor…

 

Corrói a alma

Invade as entranhas

Revoluciona-as

Sem digestão…

 

Percorre todo o corpo

Exalta-o

Enobrece-o

Subestima-o…

 

É um viandante

Devasta

Todas as moradas

Desprevenidas…

 

Vem…

Passa…

Vai…

 

Deixando

Longínquas pegadas

Impressas…

 

Qual fóssil

Em terreno desconhecido…

 

O Amor…

 

Também mata

Também dói…

 

Espelha

O inquietante composto

De alegria e de felicidade…

 

De exaltação

E De exuberância…

 

De nudez

E De pureza…

 

Do Tudo

E do Nada…

 

Isabel Rosete

6/08/07

23/02/08

                                                                        

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