Maria Isabel Rosete

Procuro A Inocência E A Beleza

Procuro a inocência e a beleza

Em cada amanhecer

Em cada olhar

Em cada gesto

Por mais simples

E singelo que seja

 

Procuro a paz

Em cada ente

Que cruza

O meu caminho

Tão errante

Como o das

Aves migratórias

 

Encontro o meu Eu

Permaneço

Em estado de graça

 

A tranquilidade assoma

O mundo

Avança

 

Escuto o canto dos pássaros

Tão virgem

Como a terra imaculada

 

Penso no infinito

Contemplo as estrelas

Que tudo iluminam

Até os meus passos

Em calçadas escorregadias

 

Desperdiço o afecto dos outros

Centro-me em mim

Nas minhas paixões

Vividas e por viver…

 

Uma ânsia de futuro

Do amanhã

De um tempo outro

 

Tudo corre em infinitas direcções

Num tempo e num espaço

Que me escapam

Mesmo que os viva

Assim

Tão intensamente

 

Quero o Universo em mim

O mundo não basta

É demasiado pequeno

Para comportar os meus desejos

 

Uma espécie de megalomania universal

Percorre todo o meu ser

Prenhe de pensamentos

De ideias

Claras e distintas…

 

Movem-se num espaço

Completamente aberto

Sem fronteiras

Sem limites

Sem freios

 

Sou completamente livre

 

O Universo espera-me

Em nome do reencontro derradeiro

Com o Uno primordial

 
Isabel Rosete

31/05/ 20007

(7h.20m)

                                                                        

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