
Poemas
João Soares Caldas
Velha caixa
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Num dia ameno de verão revirando alfarrábios encontrei uma velha caixa esquecida há anos num armário onde livros a cobriam...
Recolhi lembranças fotos descoradas muitas coisas pedaços do passado emoções intensas adormecidas e guardadas por acaso ou de propósito para não se perderem na poeira do tempo...
Resumiam existências paralelas no espelho implacável do tempo detonando múltiplos segredos cristalizados para permanecerem eternos... |
Vibrações surgiram de cintilações fortes extraordinárias como galhos secos crestados pelo Sol restados, à beira do caminho sem flor, sem folhas transformados em beleza e poesia de sublime êxtase...
Afagaram o “ego” fazendo sentir o borbulhar da Vida como um grande concerto orquestrando sinfonias de tonalidades várias inexedíveis a recompensar o humano coração como bálsamo cicratizante para o caminho a seguir para a grandiosa ventura da existência. |