Poemas

João Soares Caldas

Os velhos moços

Os velhos não são terras ressequidas
Pobres, sem orvalho, sem luz, sem flor
Onde mourejam almas esquecidas
Mendigando afeto, ternura, amor.

 

Ora, permaneço a cismar que as vidas
Vão passando e perdendo seu vigor
E aos poucos tornando-se enfraquecidas
Não sentindo mais dos anos o ardor.

 

Mas, mesmo assim não se extinguiu da fonte
A linfa preciosa – sonhos de outrora
Quando tudo alargava o horizonte.

 

Pois entre as horas mortas e sentidas
Acalentam sorrindo estrada afora
O amor plantado e as ilusões vividas.

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