Poemas

José Donizete Gonçalves

Soneto

Partir, ora é viver, ora é morrer,
Como a pedra que vai se lapidando
E pouco a pouco vê-se aparecer
O Diamante do que somos... Mirando

 

Nas facetas da vida é mais viver,
Pois se algo em nós declina galopando
É somente o que não somos, estando
Para mostrar-se o nosso próprio Ser.

 

As sementes se vão, mas eis os frutos
Daquilo que plantamos com carinho.
Vê-los exuberantes... nosso lucro.

 

De cada ser que parte fica a marca
Da sua graça pessoal, no ninho
Do coração que bate como Barco.

Windhoek, 17/9/1998

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