Poemas

Jorge Lennon

Absolvição
24/06/01

Não canso de rebuscar, em qualquer lugar,
seja lá onde for, o meu amor, que um dia senti,
no primeiro instante em que te vi, tão forte e sutil.

 

Não canso de revirar, o lixo do peito, em meu leito,
por falta de respeito, a mim mesmo, jogado pra lá e pra cá,
tão a esmo, isso precisa ter um fim.

 

Não canso de chorar, por sentir a tua falta, descaso meu,
eu, o prepotente, insolente, negligente,
agora indigente do teu amor.

 

Não canso de implorar, nos quatros cantos do mundo,
a minha absolvição, do pecado que cometi,
 ao declarar a tua restrição.

 

Perdão.

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