
Poemas
Jorge Lennon
Pra Não deixar de amar
Logo que me vi, sem jeito, assustado,
de perceber as coisas que estão nas nuvens
a essência do ser manifestado, até então idolatrado
como o vento que sustenta qualquer pobre coitado
Sabia que tinha invocar alguém pelo seu nome
digerir idéias que eu tenho, que seguro há tanto tempo,
firme na mão como se fosse sólida a ilusão
Sei que isso tudo é absurdo, que vai além de mim
mas não dá pra esconder quando fico no casulo das verdades
das verdades que não escuto, das verdades do meu mentir
a certeza da conformidade de estar inseguro
não sei para onde ir
Eu me assusto
para não deixar de amar
Você