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Ósculo Provei o suco da tua alma e saboreei caminhos quase esquecidos Lábios de promessa universal, contagiosos e quentes… Humidade de revelação esotérica, canto de tantas mocidades perdidas… Ternura desencadeada a aproximar-se de todos os sóis, desventura de te querer tão tarde e tão cedo… Alma limpa de escrúpulos e fronte virada para a Lua. Desconcertante imagética dum velho quase-criança a dar os primeiros passos na escola do amor… Poesia da música e claves de sol do sonho espargiram orvalho sobre os universos do esquecimento e trouxeram-me de volta à vida sem realidade. Então por que tenho medo? Só por razões retóricas que nada têm a ver com o sonho ou a música. Vamos escrever o poema das vidas que tanto perdemos depois de nos termos encontrado. As candeias apagadas e enterradas nas areias do deserto florescem em néctar de pétalas e gineceus… Maná do amanhã projectado para ontem e para o futuro. Só conheço um amor… que dá pelo nome de integral. Apesar de tudo, mais uma quimera, apenas mais uma… Joaquim Evónio |