Jorge Amâncio

chove chuva é hora de parar não derreta a serra não não mata a mata não

tem a mão do homem o cognome de Natureza o nome de tragédia

 

Angra dos reis das ogivas nucleares enseadas dos amores alagados dos senhores

subterrânea Meg atômica atônita desliza para o mar subaquática quase náufraga

 

 Nova Friburgo choveu terra choveu água um triste chove chuva da igreja dos suspiros de
luares no Bengala de tragédia anunciada à tragédia consumada 

 

Pedro de palácios quitandas de cristal da cidade imperial Petrópolis

Itaipava Sumidouro Areal de todas as vozes precisam de todos nós

 

São José do Vale do Rio Preto orai por nós

 

tem a mão do homem o cognome de Natureza o nome de tragédia

chove chuva é hora de parar não derreta a serra não não mata a mata não

 Jorge Amâncio

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