Vânia Moreira Diniz 

entrevista  

             o escritor José Donizete Gonçalves


1- Quando o conheci há muitos anos você já revelava uma cultura invulgar
Esse incentivo peculiar veio de sua criação?

R. O incentivo veio de meus pais que tudo fizeram para educar-me na família e na escola.

2- Quando entrou em contato com a literatura e de que forma?

R. Desde as primeiras redações que escrevi na escola, foi surgindo a necessidade de ler pequenos livros adequados ao curso primário.

3- Quais os autores que mais o influenciaram?

R. Entre outros, Vinícius de Morais, Gregório de Matos, Augusto dos Anjos e, José Geraldo Pres de Melo, o qual conheci no curso acadêmico.

4- o seu conhecimento de línguas estrangeiras ajudou-o nesse processo?

R. No sentido de que ampliou a dimensão de significado de cada palavra e minha visão de mundo.

5- Você já escreveu alguns livros de poemas. Qual foi sua sensação na elaboração da sua primeira publicação?

R. Minha primeira publicação resultou do trabalho iniciado aos quinze anos e publicado aos trinta e sete. De modo que fui escrevendo sem a preocupação de publicar. Senti-me imensamente feliz ao ver meu livro pronto. Aliás, ele saiu praticamente ao mesmo tempo que o segundo e foram apresentados no mesmo dia.

6- Você trabalha no Ministério das Relações Exteriores e viveu muito tempo no exterior. Essa distância do Brasil concorreu para que criasse seus poemas

R. Embora esteja afastado a serviço do Brasil, lá no fundo d’ alma, é como um exílio. Longe da pátria, das pessoas, das comidas gostosas, da língua. Tais coisas fazem o coração bater mais forte.

7- Sua vida foi rica em experiências e vivências . Qual delas é mais forte em você.

R. A experiência do amor e da construção da própria família.

8- Considera-se realizado?

R. Embora ainda procure cumprir muitas coisas, já sou um homem realizado, pois a tocha do amor segue sempre acesa em minha alma.

9- E agora fale um pouquinho de "Rimas do Azul Infinito". O que quis expressar em tão lindos poemas?

R. Esta obra é o resultado de muitas lutas para construir o amor. Há muitos combates externos e outros embates internos, ambos muito difíceis de enfrentar. Contudo, de todos tenho triunfado.

10- Donizete, sinto-me orgulhosa de ter feito sua apresentação desse livro que está sendo lançado terça-feira. Poderia falar-nos do lançamento e dizer-nos o que espera fazer em seguida? Voltará para o exterior?

R. Este lançamento já está sendo uma festa, celebrada no Dia Internacional da Amizade. Espero reunir muitos amigos e familiares naquele dia. Pretendo reimprimir meus dois outros livros "Nas Asas da Liberdade" e "Sonetos para Sonhar e Amar!". Regresso para o meu posto de trabalho no Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Seguirei escrevendo meus versos, por enquanto, em território boliviano.

11- Obrigada pela sua entrevista e tenho certeza que "Rimas do Azul Infinito" será muito apreciado por todos os seus leitores. Se quiser falar um pouco mais ou enviar qualquer recado esteja inteiramente à vontade.

Obrigado, Vânia, pela sua preciosa amizade e por valorizar meu trabalho. Você também é uma escritora admirável.Conte sempre com minha amizade,

José Donizete Gonçalves

essencial@scbbs.net

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