
Poemas
Jacqueline Santana
Sapoesia
Cadê
o pão, cadê o pão, cadê o pão
Está aqui na minha mão
Vem matar esta fome de pão
neste meu corpo que te deseja, Pimpão
Relógio
de bolso
já diz a hora certa
pra você chegar
Perfume no ar
denuncia que já estou aqui
a te esperar
-A
paixão - como punhal
-mata - sem piedade
-a fome - e muitas outras cousas
Quero
ouvir a tua voz sensual
sussurrando
poesia romântica ou social
Iria eu, flutuar orgasmos poéticos
em prol humanitário sexual
Ovas
de esturjão
ou um bom prato de macarrão
O
que importa
é que depois da sinta liga
calcinha fio-dental
perfume Biba e
batom vermelho fatal
não há fome que perdure
à tesão que isto dá
E a tua poesia
nesta tua voz macia ....
AH!!!
Mas
se quiseres
sou também do tipo
sapatinho de cristal
modos finos e o amor ...
bem convencional
O
rico tem pão
e só paixão
O pobre não tem não
Ele tem amor
por isto sobrevive
apesar da dor
E
por isto, meu sápido Pimpão
esquece um pouco
esta saparia que sapeca
neste mundo sapocana
Não
insista em questionar
cadê o pão, cadê o pão, cadê o pão
Vem provar o teu que está
na minha mão, na minha mão, na
minha mão
Por
que?
Porque você já está
além da paixão
Já tomou conta
do meu coração, do meu coração, do meu coração!!!!