
Poemas
Juan de La Sierra
Sede
de Amor
17/5/2001
Ao
beijar-te, perco a noção
De espaço e tempo;
Apenas, concentro-me
Na tua suavidade...
Esse
frescor que emana
De teus lábios doces,
Que me alvoroça o apetite louco,
Numa profunda vontade de te ter,
Queima
meu corpo inteiro
Em desejos, de te amar,
Amar... Amar... E amar!
Ah! Vê se me entendes...
Quero-te
palpitante, dengosa
E lasciva, a provocar-me
E ouriçar meus nervos
Num palpitar de amor só teu!
Vem,
fera macia... Estou aflito!
E me mata de ternura e de paixão ,
Sem dar ciência ou contas à razão...
E chega mais, neste prazer bendito!