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Yo No Creo en Brujas, Pero que Las Hay 0s
negócios costumam ser conduzidos abertamente, com os parceiros
jogando limpo, mas há muitos
casos em que alguém, para ter lucro rápido e sem dor de cabeça, prefere
imitar - é mais fácil e tentador do que arriscar soluções
inteligentes, mas inoperantes.
Para muitos, copiar, usar idéias alheias e plagiar, silenciosamente, é mais proveitoso do que passar
pelo árduo e sofrido processo de criar. Aliás, todos nós já colamos inúmeras
vezes na escola, não é? Só que a maioria, por ter amadurecido ou talvez
pela lembrança terrível de
ter sido flagrado colando, não recorre mais a esse estrategema. Dificuldades
em fechar um negocio? Situações que permanecem indefinidas por longo
tempo? Funcionários “já contratados”
às … 8:00 de
segunda-feira quando o anúncio saiu no domingo? Ou concursos que exigem
inscrições caras, com fotografias, currículos e documentos
mas que não resultam em absolutamente nada? Pensando bem, acho que
o único objetivo em realizar um novo concurso é financeiro. Afinal, um
dinheiro extra é sempre bom, especialmenmte quando independe da aprovação
de verbas federais ou estaduais. Quanto sos currículos e notas dos
candidatos aprovados, que coisa, deixemos tudo dormir na poeira dos
arquivos. Um
dia, um de meus sócios conversou pessoalmente com o Presidente de uma indústria
de derivados de plásticos localizada em Manaus. Por ser um executivo dinâmico
e decidido, tomou rapidamente uma decisão. Resolveu contratar a nossa
consultoria, já que estava
procurando há
meses, sem sucesso, um
engenheiro com experiência de fabricação de produtos de plásticos,
bons conhecimentos de polietileno e vivência no exterior. 0ra,
se o Presidente da empresa decidiu assim, o caminho era esse. Ledo engano!
Convocado para sacramentar o acordo, o Diretor de Relações Industriais
sussurrou alguma coisa misteriosa no ouvido do chefe, que imediatamente
cancelou tudo, falando vagamente em “outros compromissos”. Pode ter
sido verdade, quem sabe, talvez o serviço secreto da empresa descobriu um
segredo extremamente relevante sobre a consultoria. Contudo, o
certo é que houve acordos informais, de
interesse mútuo, beneficiando outras parcerias. É, devemos estar
preparados para “surpresas”. Pode-se
confiar nas pessoas? Depende. Recebi a visita de um colega administrador
que não via há muito tempo.
Conversamos um pouco, no escritório, antes de
almoçar. Foi quando recebi um telefonema de Vitoria, com uma
preciosa sugestão. Eu deveria contatar
uma determinada pessoa que estava em vias de demitir um
executivo e precisava dos serviços de uma consultoria discreta,
que fizesse um trabalho
urgente de outplacement. 0
assunto era sigiloso. Não me traí, para não prejudicar a pessoa
que estava me passando uma informação. Também, tinha uma visita na
frente que me olhava fixamente.
Anotei cuidadosamente o endereço e telefone. Foi o suficiente para que a
visita, lendo ao contrário, comentasse, sem vacilar, que sabia de quem se
tratava. Como? Pela minha imprudência
de ter comentado, no
telefone, que a conversa “de aquecimento”, naquela empresa, seria
facilitada por que o executivo gostava
de fazer safáris na África. Antigamente,
era um bom negocio ter um único
cliente, principalmente se fosse
o governo. As negociações eram
de alto nível, as faturas eram pagas em dia e tudo
corria bem. Hoje, com tantas dificuldades, os negócios são mais
complicados e incertos; é preciso correr atrás, enfrentar a concorrência,
melhorar a qualidade do produto e, certamente, conseguir mais clientes. Isso
me lembra o momento tenso em que foram abertas as propostas daquela
concorrência de material elétrico. Silêncio total
no recinto! As pessoas pensavam: “Quem vai ganhar? Poderia ser a
minha firma. Somos pequenos, mas trabalhamos melhor do que os gigantes do
mercado”. O resultado foi o de sempre.
Não ganhara a empresa que tinha
apresentando as melhores condições. 0 ganhador fôra praticamente “o
de sempre”- a empresa cujos donos tinham um relacionamento pessoal com a
direção da concorrência. E
aquele caso de demissão
sumária do Diretor de Planejamento e Controle? Tudo estava pronto para o
desfecho final: o substituto escolhido, as novas funções delineadas
(seria uma fusão de dois departamentos), as contas de desligamento
feitas. O que aconteceu? Nada, pois nada mudou! Será que aquele
executivo, embora desprestigiado,
conseguiu fechar bons negócios e o Conselho de Administração,
constrangido, vetou a sua demissão? Que tolice. Simplesmente as boas
amizades prevaleceram. Ao compartilhar de um excelente jantar, na residência
de um amigo comum, o tio do
alto executivo lamentou a tristeza do sobrinho e “chorou” no ombro
compreensivo de seu companheiro de brincadeiras de infância - hoje,
Presidente da empresa. Se
tivéssemos casas de apostas como as londrinas, onde se aposta tudo,
ganharia de 1000 a 1 de que corre dinheiro em baixo do pano ou, se
quiserem, há sempre interesses em jogo em cada situação
política ou de negócios, aparentemente clara e linear. Um
“jeitinho” transforma tudo: o que era impossível ontem, hoje é
realizável. As janelas emperradas se
abrem, milagrosa e repentinamente, de par em par. “Tudo bem”,
diz o político, “desde que o beneficiário seja eu e os meus Consultora,
Treinamento/desenvolvimento Comportamental.
Autora
de “Como Se Livrar de Um Executivo Incômodo” |