AMORIM LANÇA 23º LIVRO NA LIVRARIA MIDAS EM JOINVILLE

Leia Abaixo Crônica de Cissa De Oliveira
Desça com a seta

O livro "Borboletas nos Jacatirões", de Luiz Carlos Amorim, recém saído do prelo com o selo da Hemisfério Sul Editora, será lançado no dia 11 de agosto na Livraria MIDAS de Joinville. Trata-se do 23º livro do escritor, intitulado “Borboletas nos Jacatirões”, uma coletânea de crônicas memorialistas, intimistas, que enfocam desde a infância até as impressões mais recentes do autor.

O livro "Borboletas nos Jacatirões", como diz a escritora e editora Urda Alice Klueger, na orelha do mesmo, é "como que uma vitrine" da obra do autor: "desde as lembranças do menino Amorim até os bastidores da literatura, ao qual o público leigo dificilmente tem acesso, passando por magníficas coisas como seus textos sobre Mario Quintana." Devidido por temas, o livro traz ainda capítulos sobre Natureza, Família, Tempo de Festas, Saudades e Esperança, Infantil (texto para criança), Trajetória (do autor e do grupo literário que ele lidera) e Informativo (sobre literatura), em cerca de cinqüenta textos da mais pura sensibilidade.

O autor é fundador e coordenador do Grupo Literário A ILHA, que atuou em Joinville por quase vinte anos, tendo completado 27 anos de atividades em 2007. Amorim tem trabalhos traduzidos para diversas línguas, publicados nos seguintes países: India, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Itália e outros, além de ser o editor das Edições A ILHA, que publicam a revista Suplemento Literário A ILHA, já na edição de número 102 e do Portal Prosa, Poesia &¨Cia, em Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia .

No prefácio do livro, o escritor Enéas Athanázio afirma: "LUIZ CARLOS AMORIM é um cronista típico, produzindo de maneira incansável e contínua as mais variadas e curiosas páginas captadas ao longo destes anos. Este livro, agora lançado, é uma prova, revelando na sua diversidade quanto ele colheu em suas andanças terrenas nestes últimos tempos, com sensibilidade aguçada e sentimento sincero diante de situações tantas vezes absurdas engendradas pela realidade. Aqui ele se volta para a infância, própria e alheia, revivendo momentos inesquecíveis; recorda a vida em família, no aconchego da casa e no convívio fraterno; desenha em palavras a natureza que o cerca, sempre tocado pela paisagem, o sol radiante, o céu azul, o verdor das árvores, a beleza das flores, o som das cachoeiras da terra natal; o espírito natalino, outra constante em seus escritos; a nostalgia dos grandes momentos; a esperança imorredoura em dias melhores; a admiração pelos "monstros sagrados" que todos temos; um volver de olhos para a própria trajetória de homem e escritor, o trabalho realizado, os bastidores da literatura, a crítica e a permanente preocupação com a difusão do livro e a cultura em geral, assuntos que têm sido uma quase obsessão nas suas palavras. Tudo isso e muito mais vai o leitor encontrar nestas páginas repletas de vida, idéias e sugestões."

- Quando: no dia 11 de agosto de 2007, Sábado

- A que horas: a partir das 10h30min

- Onde: Livraria Midas, Rua João Colin, 572 - Joinville

A Presença de todo leitor é muito importante!

Trecho do livro:

" (...) Então me dou conta de que meu dia triste já se iluminou com as cores do jacatirão, me dou conta de que posso pegar as cores das pétalas da minha amiga árvore, mais todas as cores do sol que não veio e pintar borboletas esvoaçantes dentro dos meus olhos e dentro do meu coração.

E deixo minhas borboletas alçarem vôo para fora do meu olhar e pousarem em meu pé de jacatirão.
 
(...) aquele não era um dia qualquer: era uma manhã de domingo, iluminada e feliz, com as minhas flores de jacatirão e as borboletas de Quintana. (...) Nada como um vôo de borboleta para transformar qualquer dia em domingo, mesmo que esse dia seja mesmo domingo e mesmo que essas borboletas sejam pintadas com as cores do sol e das flores de jacatirão, dentro dos olhos de um poeta triste (...)."

 
(Luiz Carlos Amorim)
Visite o Portal PROSA, POESIA & CIA.
do Grupo Literário A ILHA, em
Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia
Lá está a revista Suplemento Literário A ILHA,
a revista eletrônica Literarte e dezenas de
seções como Grandes Mestres da Poesia,
Autores de SC, Literatura Infantil, antologias
como Todos os Poetas, O Tema do Poema,
Feira de Contos, Crônica da Semana, etc.
Está no ar o nº 101 do Supl. Lit. A ILHA, versão on-line.

BORBOLETAS NA ILHA
Crônica de

Cissa De Oliveira

Eu estive lendo – e creio que sempre estarei – Borboletas nos Jacatirões de Luiz Carlos Amorim (Ed. Hemisfério Sul, Blumenau, 2007). O próprio autor nos expõe numa das crônicas, “a poesia não está confinada no poema”. Ocorre que era isso exatamente o que eu sentia, embora de maneira indefinida, enquanto redescobria em mim, através das letras dele, como é mesmo que se faz para desnudar a alma. E se cada um haverá de ter um jeito, por certo todos haverão de ter, fundamentalmente, algo em comum: a naturalidade, característica mais do que evidente no referido livro. Essa naturalidade em Luiz Carlos Amorim fez com que eu sorrisse, chorasse, me surpreendesse, enfim, que eu me emocionasse.

Uma das minhas primeiras impressões foi a de que a proposta do livro seria a de mostrar um apanhado tanto da vida quanto da literatura do autor, seja devido à organização do mesmo em capítulos cujos títulos demonstram um arranjo cronológico, seja pelas temáticas que esses capítulos encerram. Agora eu faço uma pausa para dizer que independente de qualquer divisão ou estilo de apresentação – uma belíssima apresentação aliás -, tudo no livro remete a uma das mais belas declarações de amor à terra e às coisas da terra – destacando-se o grande lírico Mário Quintana. Que bom Luiz Carlos Amorim, que bom, que em meio aos jacatirões, aí no Sul, você reverenciou e imortalizou ainda mais o nosso – se me permite – menino Quintana.

A minha segunda impressão veio com ares de confirmação, e muito antes de encerrar a primeira leitura de Borboletas nos Jacatirões. Ela é a seguinte: a trajetória de vida e a de literatura em Luiz Carlos Amorim sempre estiveram misturadas, confundidas mesmo; portanto, impossíveis de se dissociarem algum dia. O que faz um menino que escolhe, entre tantas opções próprias da infância, ouvir fábulas no rádio? Por mais que ele não pressinta, é poesia o que ele faz. O que faz o adulto que devolve às árvores dos jacatirões, em forma de borboletas, toda a beleza que as flores despertaram nele? Poesia! Por isso, seja enquanto conta da infância, da família, da natureza, dos outros poetas ou da trajetória literária, na verdade o autor nos fala o tempo todo da magia - inclusive quando nos desvenda os bastidores da literatura - e porque não dizer, da poesia viva que é a literatura.

Por certo, algum crítico, coisa que nunca serei, falará com mais propriedade sobre o Borboletas nos Jacatirões. Ainda assim, eu não me furtaria em falar das flores que eu vi por lá e de como, com as borboletas, alada ficou toda a “ilha”. Reitero a afirmação da escritora Urda Alice Klueger: “... nem todos os dias saem livros assim...”.

Sim, eu continuarei lendo o Borboletas nos Jacatirões. Nem sempre aos domingos, mas será como se fosse.

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