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Luiz de Aquino Alves Neto
Pessoas
Do Bem. E Outras...
Ainda não me desfiz das
emoções dos últimos dias – a chegada do Léo com Ethel e Gabriel (puxa,
muita rima... só agora me dou conta); o aniversário do Léo, 40 anos, na
véspera do meu, de 63; a festa “cigana” que minha sobrinha Cláudia e
Nelinho (esses dois casaram-se no final de suas adolescências e já estão
na fase se vir a ser avós logo, logo; e são meus compadres) promoveram
em sua casa ainda dura. Nelinho e Cláudia são dessas pessoas que têm a
facilidade de transformar uma pequena reunião de família em festa de
amigos. Dias felizes e agitados, como o são todos, enfim.
Já declarei várias vezes que não tenho um dia certo para festejar
aniversário: estendo-o por dias próximos, antes e depois, porque é um
modo de atrair mais amigos, mais abraços e sorrisos, mais votos
positivos e, obviamente, temperar mais a vida. Este ano, a primeira
agitação veio de Nilson Gomes (mais Lu e Bárbara), com a companhia da
muito querida Adélia, médica de Três Pontas, Minas; casualmente, estava
aqui para um congresso de DST/Aids e propiciou-me conhecer mais pessoas
iluminadas, como ela própria.
No jantar que me ofereceram Nilson e família, tivemos o constrangimento
de ver Vilma Martins. Não que lhe seja negado o direito de ir e vir,
agora que dispõe do benefício do regime aberto; só que isso não lhe dá o
direito moral de agir com a ostensiva intenção de desacatar a sociedade
que, sabe ela, vira-lhe as costas, não sem muitas razões. Mas
seqüestradora (e amigos e familiares, pelo que se pôde ver) quer atrair
atenções. E o faz com propriedade, ainda que com propriedade negativa.
Aquela cadeira de rodas...
Gosto de noticiários na tevê. Muitas vezes, mudo de canal quando o
assunto é chato, como os de economia e de política (política, quando
mostra ações com vistas à melhoria das condições de vida, é bom; mas
quando mostra fofocas de candidatos, mentiras e ações cínicas, dá nojo).
Mas gosto dos noticiários locais. Daí, gosto de Raquel Azeredo no
noticiário da TV Record. Pois foi nesta sexta-feira que apareceu a ladra
de crianças em entrevista exclusiva ao excelente repórter Oloares
Ferreira. Penso até que haja quem creia nela, mas daí a acreditar que
lhe pedem autógrafos nas ruas... Bem, a polícia devia observar isso:
certamente, alguém com seu histórico deve ser ídolo para os dotados de
vocação para o crime. Quanto à cadeira de rodas, disse ela que é
hipertensa e diabética, mas não se controla na ingestão de chope – eu
vi.
Uma hora antes, vi na TV Anhangüera que a Corregedoria da Polícia
Militar concluiu (e foi rápido) o inquérito sobre a morte do bacharel
Pedro Henrique, com o indiciamento por homicídio doloso do cabo e do
soldado envolvidos. Uma boa notícia essa: restitui a credibilidade, e
toda corporação policial precisa da fé pública, tanto quanto a população
precisa de seus préstimos.
E então chegamos a 19 de setembro, dia de aniversário de Dona Lilita;
minha mãe se foi desta há quatro anos e meio, já com oitenta anos
completos. Minha filha Élia Maria queixa-se; conforto-a dizendo para não
lamentar a ausência, mas regozijar-se porque ela viveu tanto tempo e
pudemos desfrutar muito bem de sua presença, sua brabeza, seus carinhos
e bons conselhos, além de inúmeros belos exemplos. A propósito, aguardo
a volta de Evandro Magal à Prefeitura de Caldas Novas para que lhe
preste a homenagem anunciada e que não foi possível, pois era seu último
ano como Executivo.
A data remete-me também a José J. Veiga, o grande contista das fraldas
dos Montes Pirineus. Ele faleceu em 1999, neste 19; desde aquele dia,
incumbi-me de dar destino ao seu acervo literário e o consegui, depois
de oito anos de andanças, com muito pouco apoio. Houve interesse do
governador Marconi Perillo, ações simpáticas do presidente da Agepel
Nasr Chaul, apoio decidido de Laila Teixeira (chefe de Gabinete da
Agepel) e a ação profissional e apaixonada de Dênia Diniz de Freitas,
bibliotecária mineira. Há um ano, em 5 de setembro, o SESC (Regional de
Goiás, sob as lideranças valiosas de José Evatisto e Giulio Cysneiros),
com a presença de Antônio Olinto, da Academia Brasileira de Letras.
Enquanto Vilma jura inocência e concede autógrafos, declaro minha
admiração ao ladrão que devolveu o carro que roubara ao descobrir que
nele dormia uma criança. E ainda sugeriu à polícia dar uma dura nos pais
irresponsáveis.
Enfim, dias felizes. Cheios de problemas com o trânsito, a política, a
convivência, a saúde e as saudades, mas como não tê-los? Os problemas
são assim, tempero da vida. É como a velhice: melhor alcançá-la que
morrer na mocidade. Ou seja, melhor ter problemas que buscar o fim da
vida por falta de razões.
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