Luiz de Aquino

Não tenho disciplina nem paciência para acompanhar, dia a dia, capítulos de novelas pela tevê, mas algumas conseguem me atrair, como Paraíso Tropical. Divirto-me com a trama e delicio-me com o cenário; como se fosse pouco, agita-me o imaginário o "formigueiro humano" de Copacabana. E encanta-me a doçura de um rosto, particularmente, nessa novela: o de Joana (Fernanda Machado).

Vai daí, aumento-lhe a idade; reduzo a minha; conduzo-nos a algum outro tempo e escrevo um poeminha...
 

A Rosa de Copacabana

Cultivo uma rosa roseira rosada...
Trato dela em verso,
adoro-a em prosa
e mantenho-a encantada
em clima diverso,
feliz e muito amada
na Cidade Maravilhosa.
 

Minha rosa não precisa adereço
nem se me oculta: sei-lhe o endereço.
É uma rosa que em mim confia,
sob estrelas noturnas e à luz do dia.
E nisso, eu juro!, não se engana
a minha rosa de Copacabana.
 

– Amo-te, minha Flor de todos os nomes!
Seu lírio lírico, quase uma flor-de-liz,

Voltar