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bloco “B” sala 117- Brasília –DF tel: 3447 1850 amemdf@hotmail.com As contribuições poderão ser feitas no Banco do Brasil Agência: 3475-4 Conta: 16707-X CNPJ – 06997192/0001-39 | |
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A AMEM nasceu de um grupo de mães cujos filhos nasceram com síndrome de down. Lurdinha Danezy Piantino liderou então algumas reuniões e chegaram a conclusão de que não ficariam a mercê do futuro. Criaram um grupo em que discutiam todos os detalhes que ocorriam com seu próprios filhos. Estudaram, pesquisaram, freqüentaram simpósios e encontraram a ajuda e liderança da Dra. Elizabeth Tunes que se propôs a apoiá-las e vestiu a camisa do projeto. Assim foi criada a AMEM que hoje como associação legalizada e sem fins lucrativos recebem pais com problemas e dominados pela dor de não terem uma direção para seus filhos necessitados de cuidados especiais. Veja abaixo o livro que nasceu do profundo amor de Lurdinha e Elizabeth empenhadas em orientar esses pais.
"Cadê a síndrome de Down que estava
aqui? O Gato comeu..."
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Uma
mãe valorosa e duas autoras competentes e ternas
Vânia Moreira Diniz
Esse livro comove e ensina. Uma mãe valorosa como Lurdinha cujo filho nasceu com síndrome de down. Mas ela não fica se queixando ou desesperada. Parte para a luta,e ela mesmo diz que a desesperança se instala porque todos "tem em mente o estereótipo da pessoa com síndrome de down de vinte anos atrás".
Não é um livro para ser lido apenas por mães e educadores que estejam voltados para essa síndrome mas para todas as pessoas que se propõem fazer de seus filhos pessoas felizes, realizadas e empreendedoras.
Obra
que foi indicada para o "Prêmio Jaboti"
Só o fato de ter sido indicado revela o valor do livro.
Autoras
Elizaberh Tunes
Doutora em psicologia
pela Universidade de São Paulo, desde 1981 atua como pesquisadora na área de
educação especial. dedica-se principalmente, ao estudo da síndrome de down,
tendo publicado vários trabalhos e orientado dissertações e teses sobre o
assunto.
Lurdinha Danezy Piantino
Lurdinha é artista
plástica com formação universitária em História e especialização em
Saúde perinatal, desenvolvimento e educação do bebê na UnB. Mãe de três filhos, vem
se dedicando ao estudo da síndrome de down desde o nascimento de seu filho
Lúcio, hoje com 8 anos
Atualmente preside a AMEM - Associação "Mães em Movimento" que tem
como objetivo, promover o desenvolvimento das pessoas socialmente instituídas
como deficientes, apoiando às famílias, inclusive nas escolas
contato:
Palestra de Lurdinha sobre seu
filho Lúcio Na UnB (Universidade de Brasília)
Amigos,
Eu quero
aproveitar essa plenária para fazer uma declaração.
Quando meu filho
Lucio nasceu ele não veio sozinho, com ele veio um diagnóstico: o da síndrome
de Down e um prognóstico: o da deficiência mental e todas as questões a ela
relacionadas como, por exemplo, atraso no desenvolvimento, dificuldade de
aprendizado e toda aquela lista que todos conhecem.
O nascimento do
Lucio mudou a minha vida e a minha história.
Desde então
venho trabalhando para o desenvolvimento dele e também na promoção de mudanças
na maneira como a sociedade vê essas crianças.
É por isso que
estou participando desse fórum.
Acredito na real
possibilidade de toda pessoa que nasce com uma condição biológica diferente
da nossa, se desenvolver dentro dos padrões esperados pela sociedade.
Acredito também
que, para que isso aconteça, é necessário que as pessoas se dispam dos
preconceitos e procurem olhar para eles como pessoas e não como portadores
dessa ou daquela deficiência.
Acredito que
rompendo a barreira do preconceito muita coisa pode mudar.
Estamos aqui
discutindo o papel da Universidade no processo de inclusão das pessoas
especiais, e percebo que muitos dos discursos ainda vêm embutidos de uma grande
carga de preconceito.
Enquanto
predominar na Universidade o olhar essas pessoas com os óculos do preconceito,
o distanciamento e as barreiras criadas por esse olhar serão reforçadas e
repassadas para os estudantes que, sendo formados dentro desse mesmo modelo
cuidarão de perpetuá-lo e reforçá-lo.
O preconceito da
superioridade do saber acadêmico diante do desconhecimento científico dos
leigos como eu, é um desafio a ser enfrentado.
Eu sou apenas mãe
de uma criança com síndrome de Down e coordenadora do Clube de Mães em
Movimento que luta contra o preconceito. A nossa luta também inclui o
preconceito da superioridade do saber acadêmico em relação ao saber que, a
duras penas, construímos na nossa luta cotidiana. Não é preciso ser cientista
para lutar contra o preconceito, basta apenas compromissar-se. Mas é preciso
que o cientista também tenha esse compromisso.
Os olhos do
preconceito vêem-me apenas como mãe
e do púpito colocam-me no meu lugar, num distanciamento que pode impelir-me à
alienação.
Mas eu não sou
uma estranha na Universidade.
Estou aqui
apenas como Mãe e é como mãe que eu venho cobrar da Universidade que cumpra o
seu papel de formadora de profissionais que vão passar pela vida do meu filho e
dos filhos de muitas mães que, como eu, foram surpreendidas com um filho
diferente do esperado.
Quero cobrar da
Universidade que ela possa promover uma mudança no olhar em relação a essas
pessoas e que os profissionais que saem daqui tenham condições de orientar as
mães na melhor maneira de conduzir o desenvolvimento dos seus filhos
diferentes, e que esses profissionais sejam sensibilizados, por vocês, a serem
capazes de olhar as crianças como crianças e não como anomalia e que elas
possam ter a oportunidade de, desde o início da sua vida, serem valorizadas
pelo que podem e não desvalorizadas pelo que não podem. Que os profissionais
da educação tenham a sensibilidade de buscar estratégias diferenciadas para
atender as necessidades de cada aluno e dar a ele a oportunidade de diminuir as
estatísticas de PNEs dentro da Universidade por eles serem tratados conforme
suas possibilidades como pessoas.
Gostaria de
dizer ainda que é como M Ã E que eu espero que os PUs possam ensinar aos EUs
que as pessoas especiais não são apenas PNEs.
L. Danezy Piantino
Lurdinha,
mãe do Lúcio é hoje a Presidente da Amem (Associação De Mães Em Movimento)
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