No dom que urde constante,
O retrós incessante do pensar,
Fazendo versos flamejantes,
Põe-se o poeta a versejar.
Embeleza almas em melodia,
Solfejando o seu puro sentir,
Espalhando sua doce poesia,
Num eco voraz para um porvir.
O poeta é da palavra o sacerdote,
Quando tece a voz do coração,
Revelando de si, em sumo dote,
Em airosa sinfonia, sua emoção!
Ipu,15/08/2007
Malu Mourão