Malu Mourão

           Sua Alma, Sua Palma
 

Na vaga e turva curva de seu destino,
Segue sério e sereno um menino.

Que cedo o medo do remedo da vida,
Arma em sua alma calma, uma ida.

E no escasso espasmo do espaço vazio,
Com a ressaca que passa do cansaço vadio,

Vai embora, agora sem hora nem caminho,
Num escutar seu calar de está tão sozinho.

Se rebela, releva e se revela inseguro,
De pensar e repensa o que passar no futuro.

Malu Mourão

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