
Poemas
Nandinha Guimarães
Busca Infinita
Ontem
Enquanto a noite deitava-se em meu coração
E as lágrimas, montanhas russas
Deslizavam em gritos na minha face
Onde andavas tu?
Ontem
Quando meus lábios adormeceram
Entorpecidos, buscando teus beijos
E o vento soprava levando meus desejos
Onde andavas tu?
Ontem
Enquanto te cantava em versos
Fazendo-te sentir o coração das estrelas
No tapete noturno das nuvens de Chopin
Onde andavas tu?
Ontem
Quando te abrigava nos lençóis da minha saudade
Acariciando teu corpo em abraços de seda
E marcava-te com os signos do meu amor
Onde andavas tu?
Ontem
Enquanto eu juntava os primeiros raios de sol da manhã
E
beijava as ondas do mar
Para que elas tocassem tua pele
Onde andavas tu?
Hoje,
o tempo não conto
Fecho a porta dos meus olhos
E um eco vazio, espelho de mim
Continua insistentemente a me perguntar
Onde andas tu?
© Nandinha Guimarães
Em 27.09.00