Poemas

Nandinha Guimarães

Enleio

As mãos do coração estendidas
Denunciam que ainda te espero
Meu colo vazio, deita-te em saudades
Falando o quanto te amo

O mundo parece inerte
Enquanto te percorro em versos
Palavras que desenham teus labirintos
Onde só meu corpo te encontrava

De olhos cerrados, em devaneio
Teus abraços me volteiam em arrepios
Secretas sensações das minhas rotas
Que teus sentidos constelavam

Em imagens, pedaços de beijos
Ressuscitam minha boca gélida
Aportando desejos túrgidos, em tormenta
Na enseada trêmula dos meus lábios

A noite, sonha-te em mim
Perdida nos recortes da tua ausência
Escondo-te das pálpebras do mundo
Algemando-me livremente em ti...

© Nandinha Guimarães
Em 20.07.00

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