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Meninas na Janela Livro de Nevemar Neves
Este é um livro repleto de poesias sem qualquer sombra de pieguismo. São textos modernos, onde o universo feminino é amplamente desvendado. O livro foi dividido em quatro partes. Inicialmente, vemos uma mulher apaixonada, ardente. Segue com poesias de um despertar doloroso, mas necessário. A seguir, vem a fase onde esta mulher percebe também a perplexidade do seu próximo, ou seja, a dor do outro. E finaliza com uma mulher que aprendeu mais de si e do mundo, e que deseja compartilhar essas descobertas. É a trajetória de vida da nova mulher do século XXI. O novo milênio traz consigo uma mulher que busca firmar os seus valores, os seus sonhos e ideais. E esta nova mulher está retratada nospoemas que compõem este livro. mulher merece ler “Meninas na Janela” e todo homem vai compreender muito mais a sua mulher, depois de ler este livro, que retrata os mistérios de uma alma feminina na plenitude da vida.
Buquê de sonhos Um dia, tu chegaste Por acaso... No rosto, uma lágrima sofrida; Me contaste como foi triste A partida, E que o cheiro dela, Ainda sentias. E falaste que ainda A amavas, Recordaste, como linda, Ela sorria; Me disseste da esperança que Nutrias, De que um dia, finalmente, Ela voltasse. E lembraste daquela noite Tão fria, Quando então, ela se foi, Sem um Adeus; Levando junto, Sonhos, Que eram teus... Deixando-te na casa Tão vazia.
Eu te escutava, E tu não percebias, Que apesar daquele pranto Que choravas, O Amor estava perto, E nem notavas!
Não entendias, Que em lugar do Adeus, Ah! Se quiseras! Eu te teria Dado, Lindo buquê, feito dos Sonhos meus! MAGIA DE TEU OLHARAlém de nuvens e estrelas, Onde é possível voar; Longe da alma cativa, O amor baila no ar.
Carrego um sonho dourado Nas asas dessa ilusão, À sete chaves guardado... Vestígios de uma paixão!
Meu espelho são teus olhos, Aonde eu vou me fitar ; Dois lagos misteriosos, Profundos, a me chamar...
Fechada numa redoma, A ninguém vou revelar... Doce algema que aprisiona, Magia de teu olhar!
Entre rosas, luzes e cores , A tua imagem guardei; Queria apenas que visses Como tudo ornamentei. Na lágrima que derramei , Pus uma nota de cantoE na essência desse pranto, Oh! Quimeras que sonhei |