
Poemas
Naldo Velho
Molhado de Luar
Olho
d’água, uma nascente,
O
ferro em brasa e a água ardente,
Meu
corpo todo a queimar,
Bebo
o veneno do teu corpo
E
me embriago em teu olhar.
A
lua brota em tom crescente,
Água
jorrando em vertentes,
Teus
braços são como correntes,
Sou
bicho louco, bem demente
Sou
caça presa entre os dentes
Cio
molhado de luar