
Poemas
Naldo Velho
Velhos Defeitos
Dizer
o que eu sinto,
Falar
de mim mesmo,
Me
abrir como se abre um leque,
Velho
defeito !
Pois
o coração continua batendo,
Ou
melhor apanhando !
E
a cabeça continua pensando.
Haja
confusão !
Ainda
sinto sede, ainda sinto fome,
Muitas
coisa eu ainda não entendo
E
apesar de cicatrizados
Os
cortes continuam sangrando.
Acreditar
em magia,
Sonhar
e me entregar
Ã
ilusões, miragens, paixões,
Sereias,
feiticeiras, poções,
Outro
velho defeito !
Que
cura antigas feridas
Mas
abre novos cortes,
Haja
sangue !
Só
não vou calar a emoção,
Nem
vou pedir para você ficar,
Só
sei que os velhos defeitos
São
frutos de muita coragem,
São
frutos de muita vontade
De
conservar o meu direito,
De
sonhar, de viver, de amar.