Edison Veiga Junior, 16 anos (nascido em 30/08/84 – Taquarituba/SP)

Tudo começou quando Edison Veiga Junior tinha uns onze ou doze anos e uma cisma: virar escritor. Então ele decidiu resgatar uma velha Olivetti que jazia aposentada na despensa de sua casa e acabou tropeçando no tapete, caindo com máquina de escrever e tudo, e foi aquele esfacelamento de pedaços da máquina.

Mas nem ele nem ninguém deu muito crédito à cisma. Afinal, para quem já tinha falado em ser engenheiro nuclear ou geneticista, escritor parecia ser só mais um gosto excêntrico passageiro.

Só que as usinas atômicas foram sendo desativadas, o Genoma foi decifrado, e parece que ao menino que pretendia mudar o mundo com uma velha máquina de escrever restou apenas ser fisgado de vez pelas letras.

E foi por acaso que em 1998, Edison inscreveu-se no concurso Jovem Repórter Estadão. Então com 14 anos, escreveu uma reportagem sob o tema “Escola Assim, Quero Pra Mim” e foi um dos vinte selecionados para conhecer a Redação do Jornal “O Estado de S. Paulo”. Era o que faltava para ele se apaixonar de vez pelo jornalismo.

Quando retornou foi convidado a trabalhar no Jornal “O Momento”, onde iniciou tanto sua carreira jornalística (com reportagens) quanto literária (com crônicas e raros poemas).

Em 1999, começou a dedicar-se mais à poesia, talvez incentivado pelas primeiras boas classificações em concursos literários, talvez por necessidade de expressar seu descontentamento com a normalidade do mundo. “Drummond Avesso”, seu primeiro poema a ser divulgada através de um concurso ocorrido na Internet, celebra essa viagem psicodélica em torno do nada, que ao mesmo tempo redime e solidifica o ser humano. “Acorda Brasil – Manifesto de Um Estudante”, também dessa safra precoce, é o retrato da indignação dos estudantes perante ao estado em que se encontra nosso País. Em setembro desse ano, com o poema “Destino Vespertino”, uma crítica ao capitalismo, obtém a segunda colocação no Concurso Nacional “Eduardo Ballerini”.

Paralelamente a isso, Edison foi construindo sua imagem de cronista do cotidiano, e os leitores taquaritubenses já estavam se acostumando a lê-lo semanalmente no jornal. Isso rendeu-lhe um convite para trabalhar como correspondente do Jornal “O Avaré”, o que fez o jovem repórter a deixar seu primeiro emprego. “Tenho muito carinho pelo pessoal do ‘O Momento’ porque foram eles quem abriram as portas para mim”, comenta, saudoso. Foi do “O Avaré” que surgiu o projeto “O Taquari”, do qual Edison participou da fundação e foi um dos principais idealistas de sua versão virtual, a primeira oportunidade das notícias de Taquarituba aparecerem para o mundo todo na rede mundial de computadores, a Internet.

O ano de 2000 foi, no mínimo, interessante. Primeiro teve de deixar as suas atividades de repórter por impossibilidade de conciliar o trabalho com as atividades escolares. Afinal, o bom jornalismo exige tempo. Continuou apenas com as crônicas. E a cidade viu nascer um Edison cronista político irreverente e quase exagerado. “Também acho que extrapolei um pouco”, lembra.

Em abril, na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, seu livro “Enigma” foi lançado. Uma coletânea de poemas, que hoje Edison considera imaturos, mas que, a despeito de sua auto-avaliação, acabou agradando aos leitores.

Logo a seguir, em maio, sua obra “Mulheres Mulatas” recebeu troféu pela segunda colocação no Festival Nacional Poesantos. O texto trata das mazelas enfrentadas pelos descendentes de africanos que vivem no Brasil.

Ainda em 2000, teve a oportunidade de fazer um trabalho para a revista Superinteressante, a convite de Denis Russo Burguierman, um dos editores da revista.

Em setembro, com o texto “Se Perguntarem Quem Eu Sou”, um verdadeiro desafio às convenções pré-estabelecidas como verdades em nosso mundo, Edison venceu a edição 2000 do Troféu “Eduardo Ballerini”.

No mês de outubro, após ter criticado, em seus textos, falhas na administração e na área pedagógica do Colégio Dimensão, onde estudava, foi expulso da escola. Edison não abaixou a cabeça e fez dessa aparente derrota uma nova fonte de estímulos para seguir em frente.

Em novembro representou Taquarituba na final do Mapa Cultural Paulista, o mais importante concurso artístico do estado. Para chegar lá, ele teve de vencer as etapas municipal e regional. Com o poema “Acridofagia Espontânea”, um manifesto de caráter messiânico, Edison chamou a atenção do júri e recebeu uma menção honrosa por ser o poeta mais novo (16 anos) da história a chegar na fase final do certame.

O ano de 2001 começou com o pé direito para ele. Foi condecorado com o título de Confrade da Ordem dos Poetas Jovens, por seus textos. A seguir, obteve a segunda colocação no Festival de Poesia “Nilo Torres”, com a obra “Aquele Abraço”, na qual crê na salvação do planeta através de um abraço metafórico de poesia.

O poema “Noite de Natal”, uma ironia a respeito da sobreposição de valores na festa que deveria ser da fraternidade, rendeu a Edison, em março último, menção honrosa no I Concurso de Poesias Unimed/Avaré.

Em maio, alegria dupla em Santos. No Festival Poesantos 2001, ele ganhou o primeiro lugar com a obra “Autofagia Poética Mínima” e dividiu com a irmã, Laís, os méritos por outro troféu: melhor intérprete. O texto trata dos anseios do poeta em transformar a realidade em um cenário mais humano.

Mas nem só na literatura os neurônios de Edison agem. No mês de junho ele foi finalista da Olimpíada Paulista de Química, ficando em 12.º lugar no estado. Os cinqüenta melhores autores de um projeto sobre Energia Alternativa participaram do encontro, ocorrido no Instituto de Química da Usp, em São Paulo.

Em julho, o poeta que nunca deixa de se preocupar com as questões sociais do Brasil, venceu a etapa municipal do Mapa Cultural Paulista/2001. Seu poema “O Cachorro de Penas – Monofilosofia em Prosa Poética”, um bem-humorado painel crítico da sociedade globalizada, deverá representar o município de Taquarituba nas próximas fases do Mapa.

BREVE CURRÍCULO BIOGRÁFICO

Outubro/98 – Classifica-se entre os vinte finalistas do concurso Jovem Repórter Estadão/MIT, do jornal “O Estado de São Paulo”.

Outubro/98 – Inicia seus trabalhos como cronista e repórter do Jornal “O Momento”, de Taquarituba.

Abril/99 – Seu poema “Drummond Avesso” é finalista do concurso literário Pontos de Vista.

Maio/99 – Começa a escrever crônicas para “O Imparcial”, jornal de Itaporanga (publica apenas algumas, por pouco tempo).

Junho/99 – Recebe Menção Honrosa no I Concurso de Literatura Estudantil com o poema “Acorda Brasil – Manifesto de Um Estudante”.

Julho/99 – Seu poema “Pedido” recebe Menção Honrosa concurso Palavras de Amor.

Setembro/99 – Recebe medalha de 2.º lugar no Concurso Nacional Eduardo Ballerini, pela poesia “Destino Vespertino”.

Setembro/99 – Inicia seus trabalhos como repórter-correspondente do diário “O Avaré”, da cidade de mesmo nome, no qual permanece por alguns meses.

Setembro/99 – Seu poema “Nostalgia” recebe Menção Honrosa no concurso Paixões de Adolescente.

Outubro/99 – Classifica-se no X Concurso Nacional Nilo Torres com o poema “Doudos Pensamentos”.

Dezembro/99 – Já desvinculado do “O Momento”, começa a trabalhar no recém-criado “O Taquari”, para o qual escreve crônicas até hoje, embora tenha se desligado da parte editorial.

Março/2000 – Recebe Menção Honrosa no concurso E Por Falar Em Amor com o poema “Ainda Será Talvez”.

Abril/2000 – Lança seu livro “Enigma” na 16.ª Bienal do Livro em São Paulo.

Maio/2000 – Noite de autógrafos do livro na cidade de Taquarituba.

Maio/2000 – Recebe troféu de 2.º lugar no concurso PoeSantos, com o seu poema “Mulheres Mulatas”.

Junho/2000 – Menção Honrosa no concurso Grandes Nomes da Literatura Brasileira, com o poema “Um Cometa de Ilusões na Praia”.

Junho/2000 – Começa a escrever crônicas para o jornal A Voz do Vale, com o qual colabora até hoje.

Julho/2000 – Participa de zine virtual, através de Internet. Sua poesia “Segredos” é publicada no Acta Noturna.

Julho/2000 – Menção Honrosa no Concurso Grandes Escritores de São Paulo, com a obra “Direitos Autorais”.

Agosto/2000 – Faz colaboração para a Revista Superinteressante.

Setembro/2000 – Obtém o troféu de 1.º lugar no concurso nacional Eduardo Ballerini, com o poema “Se Perguntarem Quem Eu Sou”.

Setembro/2000 – Menção Honrosa no concurso de poesia SHAN Editores, com a obra “Utopia Às Avessas”.

Setembro/2000 – Classifica-se para a final estadual do Mapa Cultural Paulista 2000, com o poema “Acridofagia Espontânea”.

Outubro/2000 – Devido a publicação de crônicas contendo denúncias e críticas, é expulso do colégio onde estudava.

Outubro/2000 – Seu poema “Aquele Abraço” é classificado em 2.ª lugar no XI Concurso Nacional Nilo Torres.

Novembro/2000 – Recebe Menção Honrosa na final paulista do Mapa Cultural por ser o poeta mais jovem a chegar no estágio final.

Janeiro/2001 – Através de concurso nacional de poemas, é condecorado com o título de Confrade da Ordem dos Poetas Jovens.

Fevereiro/2001 – Com o poema “Teorema Ilógico” classifica-se no certame As Melhores Poesias do Século.

Março/2001 – Seu poema “Noite de Natal” recebe Menção Honrosa no Concurso de Poesias Unimed de Avaré.

Março/2001 – “O vôo do poeta”, de sua autoria, é classificado no concurso Asas da Imaginação.

Maio/2001 – 1.º lugar do concurso Poesantos com o poema “Autofagia Poética Mínima. Na categoria “melhor intérprete”, em performance conjunta com a sua irmã, também vence.

Maio/2001 – Menção honrosa no II Concurso Grandes Nomes da Nova Literatura Brasileira com a obra “Sociedade Consumista Comprando Sonhos Velhos no Supermercado”.

Junho/2001 – Com um trabalho sobre Energia Alternativa, fica em 12.º lugar na Olimpíada Paulista de Química. A final, da qual participaram os cinqüenta melhores do estado, ocorreu na USP, em São Paulo

Junho/2001 – Seu poema “Carpe Diem, o Hino” obtém a 14.ª colocação no VII Concurso Internacional Literário de Outono.

Julho/2001 – Vence a etapa municipal do Mapa Cultural Paulista, na categoria Poesia, com a obra “O Cachorro de Penas – Monofilosofia em Prosa Poética”. Deverá representar o município na etapa regional, em outubro.

Setembro/2001 – Com o poema “Reportando o Dia do Poema”, obtém o 1.º lugar no Concurso “Francisco Igreja” promovido pela APPERJ (Rio de Janeiro)

Setembro/2001 – Passa a integrar o grupo MIP (Movimento Internacional Poetrix)

Outubro/2001 – Ganha medalha de bronze na IV Olimpíada Brasileira de Astronomia, concurso promovido pela UERJ.

Outubro/2001 – Seu trabalho “O Cachorro de Penas – Monofilosofia em Prosa Poética” classifica-se na fase regional do Mapa. Deverá representar a região de Sorocaba na final Paulista, ano de 2002.

Outubro/2001 – Em parceria com Lílian Maial, Pedro Cardoso e Djalma Filho, tem o multiplix “Somente // Admiração // Por Ti // Pronto” escolhido como o melhor do mês pelo MIP.

Novembro/2001 – Eleição na lista do MIP o elege como o poetrixta mais votado do mês.

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