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Lucas Tenório deve estar singrando as águas do Capibaribe, ao som do "Xote de Navegação", de Chico. "Capibaribe meu rio, que vida levamos nós Tu corres eu rodopio, e há quarenta anos a fio, sempre juntos, mas tão sós Austro Costa - poeta pernambucano" (Inscrição lida há uns dez anos numa lixeira de cimento na calçada da avenida Conde da Boa Vista, centro do Recife) Os poemas "Baronesa de Todas As Solidões" e "Luminância" foram intitulados por Rita Amaral, da cidade de São Paulo. Enquanto esteve em terra firme (nem tanto assim), Lucas Tenório perambulou aos traços dos "Esquadros", da Calcanhotto. "... São trinta copos de chopp são trinta homens sentados trezentos desejos presos trinta mil sonhos frustrados Carlos Pena Filho - poeta pernambucano - 30/12/60" (Inscrição de fachada do Bar Savoy, na avenida Guararapes, centro do Recife) Quando abriu os olhos à luz, Lucas Tenório viu um homem (esquisito) pisar na lua. ["Encontrei-te.
Era o mês... Que importa o mês? Agôsto, Que
saudades de amor na aurora do teu rosto! Encontrei-te.
Depois... depois tudo se some, Ou
sábado sem Luz, domingo sem confôrto, Sonêto Alphonsus de Guimaraens - poeta mineiro - 1870/1921] em *Os Mais Belos Sonetos Que o Amor Inspirou*, J. G. de Araujo Jorge, Casa Editôra Vecchi Ltda, Rio de Janeiro, 1961". |