Lucas Tenório deve estar singrando as águas  do Capibaribe, ao som do "Xote de Navegação",  de Chico.

"Capibaribe meu rio,

que vida levamos nós

Tu corres eu rodopio,

e há quarenta anos a fio,

sempre juntos, mas tão sós

Austro Costa - poeta pernambucano"

(Inscrição lida há uns dez anos numa lixeira de cimento na calçada da avenida Conde da Boa Vista, centro do Recife)

Os poemas "Baronesa de Todas As Solidões" e "Luminância" foram intitulados por Rita Amaral, da cidade de São Paulo.

Enquanto esteve em terra firme (nem tanto assim), Lucas Tenório perambulou aos traços dos "Esquadros", da Calcanhotto.

"... São trinta copos de chopp 

são trinta homens sentados

trezentos desejos presos

trinta mil sonhos frustrados

Carlos Pena Filho - poeta pernambucano - 30/12/60"

(Inscrição de fachada do Bar Savoy, na avenida Guararapes, centro do Recife)

Quando abriu os olhos à luz, Lucas Tenório viu um homem (esquisito) pisar na lua. 

["Encontrei-te. Era o mês... Que  importa o mês? Agôsto,
Setembro, Outubro, Maio, Abril,  Janeiro ou Março?
Brilhasse o luar, que importa? ou  fôsse o sol já pôsto,
no teu olhar todo o meu sonho andava  esparso.

Que saudades de amor na aurora do teu  rosto!
Que horizonte de fé, no olhar tranqüilho e garço!
Nunca mais me lembrei se era no mês de Agôsto,
Setembro, Outubro, Abril, Maio, Janeiro ou Março.

Encontrei-te. Depois... depois tudo  se some,
desfaz-se o teu olhar em nuvens de  ouro e poeira...
Era dia... Que importa o dia, um simples nome?

Ou sábado sem Luz, domingo sem confôrto,
segunda, têrça ou quarta, ou quinta  ou sexta-feira,
brilhasse o sol que importa? ou fôsse  o luar já morto?

Sonêto Alphonsus de Guimaraens - poeta mineiro - 1870/1921] em *Os Mais Belos Sonetos Que o Amor Inspirou*, J. G. de Araujo Jorge, Casa Editôra Vecchi Ltda, Rio de Janeiro, 1961".

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