Rodolfo Gonçalves Araújo

Biografia rápida, como a vida

Nasci em São Paulo, no bairro de Cerqueira César (o mesmo da Avenida Paulista), em 8 de julho de 1982. Sempre vivi em São Paulo. Minha educação básica deu-se no Colégio Pueri Domus, onde estudei por 12 anos. Curso, no momento, o terceiro ano de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Minha vida está longe de ser um lugar-comum. Era considerado um “menino prodígio” por aprender a ler e escrever (em letras garrafais) aos dois anos e meio de idade. Isso motivou minha mãe a procurar uma escola particular para mim, mas com direito a bolsa de estudos, uma vez que minha família não reunia condições financeiras suficientes para bancar minha estadia em uma instituição privada.

Fiz um teste de Q.I. para justificar minha bolsa. Fui considerado superdotado. Toda grande diferença carrega consigo paradoxos enormes. Carrego dentro de mim a permanente cobrança de sempre dar bons resultados a mim e aos outros. Sinto-me privilegiado, por outro lado, pela capacidade “acima do normal”.

Tal aptidão não se manifesta em todas as áreas. Porém, minha facilidade maior aflora na arte de escrever. Obviamente, tenho muito a melhorar. A partir dos 13 anos comecei a notar a emergência de tal habilidade. Percebia que enveredaria para caminhos letrados. Mais do que tudo, escrever é um prazer. Deixar os sentimentos fluírem pelos dedos, cravando em papéis o que meu coração não consegue bradar. Isso é fantástico.

O lado humano sempre me fascinou também. Observar as pessoas, extrair delas uma história, um contexto, uma vida em seu espírito. Quero não somente expressar minha arte, mas também auxiliar na proposição de saídas para que a construção do conhecimento tome rumos mais humanos e menos lucrativos financeiramente.

Já tentei ser um pequeno Thomas More. Em 1998, a pedido de um professor de redação, redigi uma pequena tese. Projetei uma sociedade sem dinheiro. Vejo inconsistências claras no texto, mas sua chama, sua essência e seus princípios são absolutamente válidos.

Trabalho em uma empresa de consultoria para manter meus estudos. Não consegui bolsa desta vez. Contudo, não deixa de ser uma excelente experiência lidar com o capitalismo selvagem. Afinal, melhor vence o monstro quem melhor o conhece. Falta-me um ano para completar a graduação em Jornalismo. Pretendo prosseguir meus estudos em literatura ou artes em um panorama mais amplo, provavelmente na Europa. Minha intenção não é a de ser simplesmente famoso ou um escritor rentável, mas um nome que deixe um significativo legado para o pensamento humano.

 

 

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