
Tempo
perdido
(Andreas Richter) - Tradução: Rosângela
Scheithauer
As pessoas encontram tempo para seus hobbies
Para o computador ou esporte
Encontram tempo para a carreira
E querem tudo na hora
Olham horas e horas para a televisão
Vêem nela todas as suas fraquezas refletidas
De vez em quando saem um pouco
E conseguem brincar e se divertir
Nosso tempo não foi medido com precisão
Pelo menos é o que todos alegam
Infelizmente se esquece com tamanha rapidez
Coisas que não sembram ser importantes
Porém o tempo perdido em coisas erradas
Nos pegará algum dia, alguma hora
E daí então com certeza nos faltará
E nos cobrará as coisas não desfrutadas
Pense, portanto, no seu tempo
Em tudo o que lhe realmente é importante
Você não viverá para a eternidade
Pense muito em tudo o que está perdendo
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VIEL
SEIT FÜR FALSCHE DINGE
(Andreas Richter)
Man nimmt sich Zeit für seine Hobbys
Für den Computer oder Sport
Man nimmt sich Zeit für die Karriere
Und will ja alles gern sofort
Man schaut oft Stundenlang nur Fernsehen
Zieht sich ja jeden Schwachsinn rein
Und ab und zu reichts noch zum ausgehen
Um auch vergnügt und froh zu sein
Unsere Zeit ist knapp bemessen
Zumindest wird es oft gemeint
Da wird oft viel zu schnell vergessen
Was einem nicht so wichtig scheint
Doch diese Zeit für falsche Dinge
Holt uns auch irgendwann mal ein
Sie wird uns irgendwann mal fehlen
Sie zahlts uns irgendwann mal hein
Drum denk einmal an deine Zeit
Was wirklich wichtig für dich ist
Auch du hast nicht ne Ewigkeit
Drum denk mal nach was Du vermisst
Nao desperdicem tempo! Ele vale ouro! Bom final de semana a todos.
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Rosângela Scheithauer Artista plástica brasileira, natural de Mogi Mirim (SP), casada com cidadão austríaco, dois filhos (René e Natalie). Há mais de 20 anos na Europa, viveu por 10 anos em Londres e 3 anos em Milão onde iniciou a pintar em 1986. Desde 1990 vive e trabalha na Áustria. Começou a escrever em 1978 quando deixou o Brasil. Talvez a nostalgia que sente pelo seu país é o que lhe dá inspiração para escrever suas sensíveis crônicas e poesias. UM
POUCO DE MIM... Deixei o Brasil em 1978 para ir estudar em Londres. Sempre tive paixão pela língua inglesa, talvez porque era esta a língua do meu adorado John Lennon. Naquele tempo não era fácil para uma jovem deixar sua família e ir para o exterior. Enfrentei muitas dificuldades, principalmente financeiras, pois fui sem qualquer apoio de meus pais que não tinham condições. Em Londres fiz um pouco de tudo: fui camareira de hotel, babá, ajudante de cozinha de restaurantes, enfim, como se diz no Brasil "comi o pão que o diabo amassou“. Minha primeira chance surgiu em Dezembro de 1978 quando consegui uma posição de Secretária na agência do Banco do Brasil. Após somente três meses fui promovida a Secretária do Gerente-Geral do banco. Interessei-me por “International Banking” e comecei a fazer cursos noturnos que, logo depois, ajudaram-me a conseguir uma posição em um banco inglês. Este banco chamava-se European Brazilian Bank Ltd., sendo seus maiores acionistas o Banco do Brasil, Bank of America, Deutsche Bank, Union Bank of Switzerland e Daichi Kangio Bank of Japan. Cheguei à respeitada posição de "Assistant-Manager da Divisão Brasileira“ e em 1982, já com apartamento próprio no nordeste londrino, conheci meu marido, Peter Scheithauer, que na época trabalhava para o Bank of America. Em 1983 nos casamos em Londres no civil e em Viena no religioso. Nosso filho René Philip nasceu em Londres em 1986. Em 1987 nos mudamos para Milão onde meu marido foi assumir nova posição junto ao Bank of America. Um dia, sentindo-me muito solitária (pois meu filho já estava freqüentando uma escolinha maternal), passei por uma galeria de artes na rua de minha casa e resolvi entrar para ver os quadros. Este dia mudou minha vida! Um senhor idoso aproximou-se de mim e, sem qualquer motivo ou explicação, perguntou-me: - “A senhora é pintora“? Eu respondi que não, jamais havia pego em um pincel antes, mas estava curiosa de saber o que o havia levado a pensar que fosse pintora. Ele então respondeu: “A senhora possui algo que só pintores ou pessoas extremamente sensíveis às artes possuem, "olhos“. Ele até fez um comentário: Monet tinha olhos... e quê par de olhos! Ele se apresentou dizendo que era o pintor de todos aqueles quadros, tinha 91 anos e quase toda sua vida dedicada à arte. Disse que também dava aulas de pintura e convidou-me a assistir, sem compromisso, a uma de suas aulas. No dia seguinte lá estava eu com uma telinha, um pincel e as cores básicas: amarelo, azul e vermelho. Quando terminei meu primeiro quadro, o "maestro Righi“ (assim eu o chamava carinhosamente) disse: "acho que tinha razão quando disse que você era pintora“. Só parei de ter aulas com ele quando deixamos Milão e nos mudamos para a Áustria em 1990. Meu começo na Áustria não foi nada fácil, não sabia uma palavra de alemão, tive que suportar meses de reformas em nossa casa enquanto grávida de minha filha Natalie que veio a nascer em 1992 em Viena. Fiquei sem pintar de 1990 a 1996. Certo dia uma amiga italiana me telefonou querendo saber como andava a pintura e eu lhe disse que havia parado de pintar. Ela me contou que logo após a minha saída de Milão o "maestro“ Righi faleceu e na opinião dela eu pintava como ele e deveria dar continuidade ao seu trabalho. Voltei a lembrar-me das palavras do "maestro“ com relação aos meus olhos e no dia seguinte matriculei-me na Escola Superior de Belas Artes de Viena onde fiz diversos cursos entre o período de 1996 a 1999. A seção "Exposições“ da minha homepage oferece maiores detalhes sobre o desenrolar da minha vida artística. (http://members.surfeu.at/ros.scheithauer) Tive que percorrer um caminho árduo e cheio de obstáculos para chegar onde cheguei, mas agradeço a Deus por ter me dado esta chance. Sou feliz por ter descoberto um talento que não sabia possuir! E mais: minha profunda gratidão ao "maestro“ por ter descoberto os meu "olhos“! Com certeza o céu está todo colorido com o ele lá em cima!. Ao fazer a minha homepage, alguns amigos me incentivaram a publicar alguns de meus escritos. Nunca tive aspirações literárias, sempre gostei de escrever, carrego um caderno desde 1978, já todo amarelado pelo tempo, onde escrevo minhas "coisinhas“. Seguindo o conselho dos bons amigos abri uma seção de crônicas e poesias na minha página. O resultado foi inacreditável: passei a receber inúmeros e-mails de pessoas que nem sequer conheço parabenizando-me pelas crônicas, muitas chegaram até a chorar de emoção. Isso me deu forças e estímulo para continuar escrevendo, desabafando, abrindo meu coração. Minha maneira de escrever é simples, gosto de contar fatos do cotidiano, de minha vida familiar, escrevendo eu consigo diminuir a enorme nostalgia que sinto pelo Brasil. Não presto muita atenção à gramática, escrevo como sinto, com o coração - afinal de contas, coração não tem dicionário! A todos que leram até aqui deixo um carinhoso abraço na esperança de ter ganhado muitos novos amigos! Abaixo uma descrição poética de minha pessoa: Não
sou chegada a chocolate |