
Poemas
Pedro Cardoso Machado
PERDA BANAL
Arranquei-me de suas mãos,
Já destroçado e com medo.
Tenho na alma os seus dedos.
A dor insana e o espanto
Me fez ver que não sou santo,
Abismei-me ante o vão.
De nada adianta fingir,
Escarnecer e morrer,
É como não digerir
É engolir, sem se ter.
Eu choro. Choro sim!
Não por ter pena de mim
Mas por me perder assim.
Por um nada. É o fim.